"Amiguismo" sem pecado
Um blog com seriedades, muitas banalidades, algumas frivolidades,pechisbeque, chá e torradas. Que me diverte.


"ÚLTIMA DAS MITFORD
Deborah Mitford Cavendish, Duquesa de Devonshire. Talvez a mais decente das irmãs e ainda bela. Autora de obras sobre Chatsworth, solar dos Devonshire e uma das mais belas casas de Inglaterra, mecenas de Lucian Freud (dois retratos numa das imagens, guess where) e anfitriã frequente de Noel Coward (autor, por agora em fundo, de Imagine the Duchesse’s feeling). "
No Je Mantiaindrai
Um post daqui do meu terraço com vistas sobre a cidade, já com as luzes acesas e aquecimento ligado:Não havia muita gente na sala e sem esforço podiam ouvir-se as conversas das outras mesas. Não sabia de onde vinham aquelas duas vozes que o tolhiam. O que estariam aquelas pessoas ali a fazer, a encher o ar com tanto desamor? Curiosamente não havia agressividade, não havia enfado, pelo contrário, aquelas vozes quase que tinham um som metálico de tanta indiferença. Sem se voltar, levantou-se para sair. "Deus nos guarde desta gente desapiedada", pensou ele vestindo o casaco.
Editado em Janeiro 2006 e agora, a pensar neste post do Pedro Correia.
Vejo-as chegar exaustas à pastelaria, sentam-se, abrem os sacos, felizes, tagarelam, trocam impressões, fazem contas, o balanço, são as pechinchas do ano: absolutamente indispensável, um achado, dizem elas.
Cruzam-se comigo na rua, sacos, saquinhos, decididamente mais achados irrecusáveis.
Ouço-as falar ao telemóvel, "venho dos saldos...ténis dos miúdos... o casaco da montra..., a camisa, lembras-te... metade do preço..., diz à mãe... o autocarro... um achado, querida, um achado."
Depois do João Gonçalves (7.1) , do Paulo Pinto Mascarenhas (14.1) e da Carla (21.1) serei eu a próxima convidada do Pedro Rolo Duarte (com os podcast).
Este Domingo, entre as onze e o meio-dia, na Antena Um.
(Obrigada à Carla, ao Luis, ao Carlos , ao Espumante e ao Francisco e ao Pedro)
(...) 5 And the Lord came down to see the city and the tower, which the children builded. 6 And the Lord said, Behold, the people is one, and they have all one language; 8 So the Lord scattered them abroad from thence upon the face of all the earth: and they left off to build the city. 9 Therefore is the name of it called Babel (confusion); because the Lord did there confound the language of all the earth: and from thence did the Lord scatter them abroad upon the face of all the earth. Genesis 11:1-9
Musicovery- Não é uma telefonia, não é um ipod, não é um podcast, e eu também não sei bem o que é. Escolhem-se os anos, os géneros... uma modernice com música dentro.
as bibliotecárias ainda usam chinó e os livros, alinhados nas estantes, hão-de ter um brilho azul . Os bustos não serão de Jedi famosos, mas de outros personagens que a história se encarrega de criar.
Jocasta Nu para Obi-Wan "If an item does not appear in our records, it does not exist."
tal como hoje, se faziam filmes de qualidade duvidosa, por boas razões.
Segundo li, trata-se do primeiro filme de Hollywood explicitamente anti-McCarthy, em que Betty Davis desempenha o papel de bibliotecária numa pequena cidade e que se recusa a retirar das estantes o livro 'The Communist Dream', em troca de um acréscimo de fundos que o conselho local pretendia atribuir. 
Spencer Tracy e Katharine Hepburn no filme "Desk Set"
uma bibliotecária (inteligente, solteira, gira, eficiente) namoriscava entre as estantes de livros. Coisas de filmes.
Enquanto isso, um computador com nome de mulher, Miss Emmy, ameaçava tomar o lugar e o trabalho das diligentes (e giras) bibliotecárias da estação de televisão, receosas de mudanças.
Nada que que um romance não resolva.
Este blog encontra-se a meia luz.
E um nadinha anémico. Como os três posts aí em cima, já editados no ano passado.
Depois do João Gonçalves e do Paulo Pinto Mascarenhas, vai ser a Carla a convidada do Pedro Rolo Duarte.
Este Domingo, entre as onze e o meio-dia, na Antena Um.
Em defesa do padrão
Fico sempre espantada com a forma desabrida como o mulherio fala, no cabeleireiro, das suas vidas particulares ou das de terceiros. Indiferentes a quem as rodeia, por entre uma penteadela e uma tesourada, vão debitando as maiores indiscrições sobre maridos, filhos, família, amigos, outros e outras. O apito de partida para o relambório é, geralmente, a simples e simpática pergunta do cabeleireiro "Como vão as coisas". Tudo o mais é história. Ouvem-se indicrições, despeitos, injustiças, calamidades sobre tudo e todos.
Já me aconteceu, ter ao meu lado no cabeleireiro, alguém que falava de pessoas que me eram próximas e ter tomado conhecimento, ali mesmo, debaixo das pratas com tinta, de factos que não conhecia. A pobre da cabeleireira, impotente, nada podia fazer. Espetar a tesoura na nuca da senhora, para a avisar da indiscrição, não era certamente o mais apropriado.
Conheço ainda outro caso muito antigo, que se tornou num "clássico" das minhas memórias, mas ambos abalaram algumas vidas. The Wannadies - You and Me I love you Sunday song The week's not yet begun And everything is quiet And it's always... You and me always, and forever You tell me I'm a real man and try to look impressed Not very convincing But you know I love it Now we watch TV Til we fall asleep Not very exciting But it's you and... Me and we'll always be together You and me always, and forever
(De repente, lembrei-me disto.)
Parece-me inédito e da maior utilidade, o blog do Embaixador em Brasília, Embaixada de Portugal no Brasil.
Estes planos, isto sim, já me parece muito grave.
O Amigo do Povo e o Incontinentes verbais fazem um blogo-aniversário. Fico sempre espantada como se anda por aqui tanto tempo. A começar por mim, claro. São blogs com amigos dentro, onde me divirto e onde aprendo. De que precisa mais um blog para ser um bom blog?
Quem frequentava noite após noitada nos anos oitenta os bares de Lisboa, em particular o Frágil, deve recordar-se de como o dress code, ou como hoje se diz, o look, que condicionava o acesso ao bar com a melhor música da cidade e a um meio onde poucos punham os pés. A Ana Sá Lopes já escreveu sobre isso, tendo sido ela própria vítima de uma espectacular humilhação por não ter caído nas graças da porteira: "O meu companheiro era um rapaz lindíssimo e brilhante, mas nunca se vestiu de preto monocolor, que eu me lembre".
E quando o dress code é exactamente não ter dress code ?Ou melhor, e quando se nasce com o dress code? Sem dinheiro, mas com o código incorporado? Ah! Isso é ser bcbg - bon chic bon genre. Não vem na National Geographic mas em livros como Official Preppy Handbook (americano), Official Sloane Ranger Handbook (inglês) ou BCBG, Le Guide du Bon Chic Bon Genre.
Esses grupos são, porventura, os mais elitistas, os que fogem das revistas como o diabo da cruz. Barricados em casas ancestrais que eventualmente até alugam para casamentos, estes sobreviventes das cores pastel e do verde caqui, distinguem de forma pouco democrática os detentores do dinheiro velho dos arrivistas do dinheiro novo. Dinheiro velho até pode significar nenhum dinheiro, mas é tudo uma questão de berço. Os naturais destes ecossistemas geralmente acasalam entre si, estimam a vida no campo (os solares) e podem ser encontrados nos bairros antigos das cidades por detrás de fachadas modestas ou portões discretos. À primeira vista, um incauto pode confundi-los com a tribo do "marialvismo", mas nada de confusões. Assim de memória não estou a ver bigodes retorcidos...
Porém, a parte mais significativa destas tribos low profile encontra-se, naturalmente, no Reino Unido (sloane) . Tanto a América (preppy) como a França têm as suas reservas naturais próprias, mas a essas só as conheço de filmes, de livros e da televisão.
No final do mês, o Museu do Prado inaugura a maior exposição sobre Tintoretto, alguma vez realizada desde a que teve lugar no Palazzo Pesaro em Veneza de 1937.