domingo, fevereiro 15

Dia "santo"

Há até quem viaje para outros continentes na esperança de sentir a cana vergar com o peso recorde de um peixe. Desconheço o que se pode pescar naquelas águas maravilhosas, mas como devem supor, isso não é problema que se coloque nas Bahamas. Desde que não surja nenhum furacão nem qualquer outra manifestação da fúria dos elementos, a pesca não interessa nada. Vendo bem, pouco me falta para dar a volta ao mundo por uma boa pescaria (Andros Island, Bahamas-Current Weather Saturday: Mostly Sunny High 29°C; Low 22°C )

Não se pense que o material utilizado no mar é adequado para os rios e vice-versa.

Onon River, Mongolia: A caminho do yurt na longínqua Mongólia, onde abundam umas fantásticas trutas que exigem caminhadas aventureiras. Consta nos folhetos que o programa inclui uma viagem de helicóptero de Ulan Bator (com maravilhosos templos Budistas) até às estepes da Mongólia, onde um cavalo nos leva a rios frios de nomes impronunciáveis. Confesso que estou a gostar deste espírito nómada em busca de uma boa pescaria. Talvez por isso ainda venha a apreciar as estepes do Genghis Khan, onde esse espírito é um modo de vida...

O pescador que o comum dos leitores está habituado a ver é aquele que passa horas num areal a olhar para a ponteira do canelão de vários metros. Este é praticante de surf casting, o modo de pesca mais cómodo e que consiste no lançamento das chumbadas a partir da praia. A força braçal repercute-se, normalmente, na captura de douradas. Estancia de los Rios, Chile: Diz a publicidade que fica na sombra dos Andes, a 40 milhas do Rio Cisnes. Para além de trutas, tem também uns fantásticos vinhos chilenos, tudo a fazer as delícias de um fim de semana sul americano, depois de uma curta viagem pela Colômbia com o filme "Amor em tempo de cólera". Dedididamente, a pesca com "mosca" deixou de ter segredos.

Para quem não aprecia a pesca apeada, há a variante do barco. A mais praticada é a fundeada. (Miramichi River, New Brunswick onde se pesca um fantástico salmão)

A costa vicentina é uma das melhores zonas do país para alguns dos tipos de pesca apeada.

Emerald Lake no Yoho National Park (Canada) Sunday 16 March 2008 Temperature: -2.7°C ; Dewpoint: -7.1°C ; Humidity: 72 % ; Wind: WSW 20 km/h; wind Chill: -9 É impensável utilizar na pesca de água doce linhas com a mesma espessura das que se utilizam no mar.

Quanto aos iscos utilizados na água doce, o mínimo que se pode dizer é que a ementa é... variada e exótica.

O Rio Ocreza em Taberna Seca

O apego à natureza também faz parte deste desporto, dizem os pescadores. Por isso, não levam para casa o peixe. Devolvem-no ao rio. Uma boga e um ablete rabeiam. "Estão felizes da vida, ninguém os molestou. (...)

O Rio Ponsul na Monheca

"Depois das chuvas, rios e ribeiros ganham uma nova vida. Os peixinhos, criaturas que o Pescador tem muito em conta, ficam de cara lavada, prontos para ludibriar os anzóis nesta nova época de pesca que o bom tempo traz".(Caldeirada rica) Artigo do Público sobre o vício da pesca 15-2-09

domingo, maio 18


Depois de semanas e semanas com equipamentos de pesca na bagagem, desde o Alasca até ao Mongólia passando pelo Chile e pelo Canadá, é tempo de acabar com lugares distantes em busca da melhor truta ou do salmão perfeito. Ou melhor, descobre-se um maravilhoso prato de peixe num restaurante, sem necessidade de frio nas costas nem água pelo tornozelo.

Se fiquei farta de tanta pescaria em locais remotos, que dirão os leitores. Eu tenho sempre uma razão para voltar aqui, afinal de contas este é o meu blog. Mas não se maça ninguém por falta de talento ou de imaginação, credo, que blogger mais chata, que lugar nos sai hoje na rifa.

Portanto, finda a pesca com mosca e farta de chuva, frio, serras e pais de Dharma, nada melhor que uma mesa simpática com vistas para o Canal, onde talvez se coma uma massa fresca em condições e um gelado de luxo. Ou talvez não. Fico com os turistas, elevadores, vistas da cidade e pais de Greg.

Fotografia

terça-feira, novembro 3

Sem resposta

Muita gente, possuída de curiosidade internáutica, chega ao meu blog à procura de respostas para questões de grande densidade filosófica e intelectual tais como "video universitaria com a mini saia", "como costurar mini saia com pregas?", "torre de babel escavação", "coisas modernas", "estado de madrid,", "como emagrecer", "canas de pesca baratas" e até "calças de cintura descaida fazem deformam o corpo?"
Lamento muito, mas aqui não aprendem nada. Desgraçadamente, não sei fazer mini-sais, não tenho conhecimento de nenhuma universitária vítima de voyeurismo, se soubesse como emagracer estava milionária e magra, já tive o meu tempo de campanhas arqueológicas e não as tenciona repetir, Madrid estaria melhor sem o Zapa, de pesca nada sei, apesar de ter escrito sobre salmões e, por fim, esqueça as calças de cintura de descaída.
Move along, there's nothing to see here.

sexta-feira, dezembro 29

Hoje como no passado

O naufrágio de uma embarcação de pesca hoje ao largo da Nazaré, parece uma vez mais ter mostrado aquilo que de pior tem o Estado português. Um Estado que sistematicamente pede que nos superemos enquanto cidadãos cumpridores perante ele e perante os nossos concidadãos. Um Estado que nos leva coiro e cabelo nos impostos mas parece sempre incapaz de cumprir as suas obrigações (neste caso socorrendo com celeridade homens em risco de morrerem afogados a poucos metros de uma praia em cujas imediações passa quotidianamente grande número de embarcações de pesca e de recreio). (...) Fernando Martins - O Amigo do Povo
*
Do ano que passa fica uma ideia horrível de violência e outra desconfiada da justiça. O caso Gisberta, as crianças espancadas e assassinadas às mãos de pais, mães, padrastos, madrastas, amantes e a puta que os pariu, são evidências de uma sociedade amoral, acéfala e profundamente ignorante. Básica, mesmo. (João Gonçalves-Portugal dos Pequeninos)

quinta-feira, março 3

A mesa do lado


Encontro-as por todo o lado onde seja necessário esperar por alguém, quer seja para uma consulta médica, advogado, cabeleireiro, hospital ou mesmo no local onde me encontro em sessões contínuas, numa clínica de fisioterapia.
Claro que a temática das publicações varia conforme a especialidade em causa, ou seja, saúde & bem-estar, boletins institucionais com fotografias de gente engravatada, influente (e alguns endinheirados), jornais gratuitos, suplementos variados, revistas generalistas, cor-de-rosa e demais publicações dirigidas a mulheres.
Encontram-se na mesinha do lado e, não tendo mais que fazer, a tendência é deitar-lhes a mão. Servem para nos entreter e ajudar a passar o tempo (realmente muito maçador), o que é melhor do que estar a olhar para as moscas ou ouvir os outros. Há quem não aguente ficar calado e meta o bedelho nas conversas alheias, geralmente para reforçar uma ideia, lamentar uma injustiça, contar o seu caso ou sublinhar a roubalheira. Eu própria não tenho resistido a estas sessões de terapia colectiva, confesso.
Manuseadas por centenas de mãos, produziam na minha mãe um tal efeito de nojo, que ainda o  tenho sempre presente no momento de deitar a mão a uma requentada revista do coração. Eram advertências de grande qualidade gráfica envolvendo bichinhos microcópicos de mil patas, bactérias mal cheirosas e toda a espécie de corpos horrendos a germinar por entre as páginas das publicações.
Se bem que os gadgets electrónicos sejam uma grande ajuda para iludir a espera (aquele iPad podia ser meu), não são para todas as bolsas ou idades, e não substituem as velhas revistas amontadas que nos ajudam a suportar o tempo. À excepção das revistas de saúde (unisexo) o reino das publicações pertence às mulheres (nunca me deparei com publicações sobre caça & pesca). Os homens parecem imunizados e raramente lhes tocam. Mais ficam para nós lermos.

terça-feira, março 11

(Pesca em Montana)
Hoje: Partly sunny. Cool.Wind Speed/Dir.: 12 mph / WHumidity: 47%Comfort Level: 39FUV Index: 0Precip. Probability: 18%24hr. Precip. Total:

quinta-feira, abril 3

Cinco anos do Bomba Inteligente

Antes de partir para Miramichi River, New Brunswick onde se pesca um fantástico salmão, os meus parabéns pelos cinco anos do Bomba Inteligente. É por estas e por outras que eu gosto de andar pela blogoesfera. E depois há as cumplicidades e a amizade que aqui encontrei. É disso que este post é feito porque afinal não gosto assim tanto de salmão.

sábado, abril 26

Estancia de los Rios, Chile Diz a publicidade que fica na sombra dos Andes, a 40 milhas do Rio Cisnes. Para além de trutas, tem também uns fantásticos vinhos chilenos, tudo a fazer as delícias de um fim de semana sul americano, depois de uma curta viagem pela Colômbia com o filme "Amor em tempo de cólera". Dedididamente, a pesca com "mosca" deixou de ter segredos.

sexta-feira, abril 11

Andros Island, Bahamas
Desconheço o que se pode pescar naquelas águas maravilhosas, mas como devem supor, isso não é problema que se coloque nas Bahamas. Desde que não surja nenhum furacão nem qualquer outra manifestação da fúria dos elementos, a pesca não interessa nada. Vendo bem, pouco me falta para dar a volta ao mundo por uma boa pescaria. Current Weather Saturday: Mostly Sunny High 29°C; Low 22°C (photo)

domingo, março 16

Pesca - Emerald Lake no Yoho National Park (Canada)
Sunday 16 March 2008 Temperature: -2.7°C ; Dewpoint: -7.1°C ; Humidity: 72 % ; Wind: WSW 20 km/h; wind Chill: -9

segunda-feira, agosto 29

Fora de casa (3)

Há quem se irrite com os panfletos turísticos de excursões locais por nem sempre corresponderem à realidade. Pelo contrário, eu nunca os dispenso. Com bom senso, dá-se o devido desconto às promessas de visitas a locais idílicos para fotografias (sempre podem dizer que estiveram nas Caraíbas), grutas inesquecíveis, comezainas fartas, igrejas majestosas, povoações típicas, castelos maravilhosos, palácios fantásticos, vistas soberbas (leia-se os guias espanhóis onde tudo "es bello"), demonstrações variadas, e claro, os recuerdos de oportunidade.
Se tivesse que publicitar a minha rua diria que tem esplanadas agradáveis, comércio de qualidade, bem servida de transportes públicos, estacionamento gratuito, zona pedonal arborizada, diversas caixas multibanco com respectivos bancos, proximidade de grandes armazéns, acesso rápido ao aeroporto, saídas directas para radiais exteriores, ideal para sportinguistas mas sem descurar os benfiquistas, entre outras maravilhas da natureza. Mesmo sem praias espantosas, neve, desportos náuticos, ou locais de  pesca à linha, um panfleto faz milagres. Isto em esquecer o turismo rural, o agroturismo, o ecoturismo, B & B,  o turismo de natureza e a gastronomia de qualidade,  que a minha aldeia nas berças poderia proporcionar.
Com mais ou menos qualificativos, maravilhas questionáveis ou paraísos exagerados, é sempre uma oportunidade para mudar de ares, apanhar umas cores, quebrar a rotina, fugir do secador, ler ou não ler, descontrair e fazer por esquecer ralações, deslealdades, uma blogoesfera persecutória e os cortes orçamentais neste lado da fronteira.
Haja saúde e um sorriso. Amén.

terça-feira, novembro 13

E o título? No início ou no final?

Este blog acordou assim: com cheiro a flores e as palavras submersas em espuma sem vontade de sair.

Por vezes interrogo-me como é que os outros bloggers escrevem os posts. Isto é, andam a pensar no assunto, chegam ao computador e escrevem, "criam" mentalmente os textos nos semáforos, nas filas de supermercado, nos consultórios do dentista, não pensam em coisa nenhuma e assim que abrem o blogger sabem o que vão escrever, sabem sempre o que vão escrever antes de abrir o computador? depois de abrir o computador? o computador é importante?
Outra aspecto que me questiono são as expressões, as palavras, as frases. Terão já uma ideia das palavras que querem empregar, ou só têm mesmo uma ideia? Se eu, inúmeras vezes, não tenho qualquer pontinha de imaginação, será que há bloggers que têm criatividade para dar e vender? Se sim, onde a encontram?
Eu sei que um filme, um quadro, um livro, um disco, um jantar, uns sapatos, uma crónica bem escrita, um computador novo, um prato original, festas várias, o Verão, o Inverno, a cidade, o campo, o metropolitano, o ruído, a vizinhança, o camelo que nos ia atropelando, o aniversário dos filhos, o nosso, a gravidez, o nascimento, a morte, a doença, o amor, o desamor, os recadinhos, os poemas, os encontros, os desencontros, os amigos, um perfume, etc., etc., tudo pode servir de pretexto para um post. Eu sei que depois é juntar as palavras, criar um estilo e já está. Não é bem assim, mas imaginemos que sim.
Não falo de blogs políticos ou económicos porque esses, parece-me, terão sempre um ou dois "assuntos". Os jornais, a televisão, as discussões, proporcionam temas e debates que não me parece difícil transpor para o blog. Se são originais, críticos, consistentes, fundamentados, isso é outra coisa. Mas um blog pessoal, diarístico, não vive da actualidade, raras vezes se alimenta da política agrícola ou da nova legislação sobre a pesca recreativa. Porventura alguma particularidade ou excentricidade dos intervenientes sirva para alguma coisa. Se o generoso upgrade do look da Sra. Felgueiras pode ser propício a uma graçola, já para outras personagens, garanto que será necessário muita imaginação e criatividade para tomar o gosto ao post.
Então se um texto é criado por uma ideia, por palavras e expressões, como se edita? No silêncio, com ruído, em frente à televisão, com música, de dia, de noite, com dicionário, com outros livros ao lado, com uma ajudinha do google? E depois? as palavras vão saindo, ou, pelo contrário, apaga, escreve, re-escreve, corrige, volta ao princípio, hesita, mexe-se na cadeira e interrroga-se como é que termino isto?
Entretanto fuma, come, bebe, levanta-se, atende o telefone, o marido, os filhos, bolas, só mais um momento que já não se pode estar sossegada nesta casa?
Outro pormenor que desconheço nos outros bloggers, são os posts em draft. Não hesitam, não os põem em recato, para melhores dias, boa ideia mas agora não, é melhor "save as draft"?
Falo por mim, houve uma altura que tinha tantos posts em draft que o blogger se assemelhava à tralha que se vai guardando no carro e que nunca é altura de limpar. Por falar nisso, quando é que chove?
(Já editado)
fotografia aqui

sexta-feira, fevereiro 9

E o título? No início ou no final?

Por vezes interrogo-me como é que os outros bloggers escrevem os posts. Isto é, andam a pensar no assunto, chegam ao computador e escrevem, "criam" mentalmente os textos nos semáforos, nas filas de supermercado, nos consultórios do dentista, não pensam em coisa nenhuma e assim que abrem o blogger sabem o que vão escrever, sabem sempre o que vão escrever antes de abrir o computador? depois de abrir o computador? o computador é importante? Outra aspecto em que me questiono são as expressões, as palavras, as frases. Terão já uma ideia das palavras que querem empregar, ou só têm mesmo uma ideia? Se eu, inúmeras vezes, não tenho qualquer raio de imaginação, será que há bloggers que têm criatividade para dar e vender? Se sim, onde a encontram?
Eu sei que um filme, um quadro, um livro, um disco, um jantar, um roubo de telemóvel, uns sapatos para desembrulhar, uma crónica bem escrita, um computador novo, um prato original, festas várias, o Verão, o Inverno, a cidade, o campo, o metropolitano, o ruído, a vizinhança, o camelo que nos ia atropelando, o aniversário dos filhos, o nosso, a gravidez, o nascimento, a morte, a doença, o amor, o desamor, os recadinhos, os poemas, os encontros, os desencontros, os amigos, um perfume, etc., etc., tudo pode servir de pretexto para um post. Eu sei que depois é juntar as palavras, criar um estilo e já está. Não é bem assim, mas imaginemos que sim. Não falo de blogs políticos ou económicos porque esses, parece-me, terão sempre um ou dois "assuntos". Os jornais, a televisão, as discussões, proporcionam temas e debates que não me parece difícil transpor para o blog. Se são originais, críticos, consistentes, fundamentados, isso é outra coisa. Mas um blog pessoal, diarístico, não vive da actualidade, raras vezes se alimenta da política agrícola, da reforma administrativa ou da nova legislação sobre a pesca recreativa. Porventura alguma particularidade ou excentricidade dos intervenientes ou mesmo a "decoração" das salas das conferências de imprensa sirvam para alguma coisa, mas nunca se sabe. Se o upgrade da Sra. Felgueiras era propício a uma graçola, já para outras personagens, garanto que é preciso muita imaginação para tomar o gosto ao post.
Então se um texto é criado por uma ideia, por palavras e expressões, como se edita? No silêncio, com ruído, em frente à televisão, com música, de dia, de noite, com dicionário, com outros livros ao lado, com uma ajudinha do google? E depois? as palavras vão saindo, ou, pelo contrário, apaga, escreve, re-escreve, corrige, volta ao princípio, hesita ou mexe-se na cadeira e interrroga-se como é que termino isto?
Entretanto fuma, come, bebe, levanta-se, atende o telefone, o marido, os filhos, bolas, só mais um momento que já não se pode estar sossegada nesta casa?
Outro pormenor que desconheço nos outros bloggers, são os posts em draft. Não hesitam, não os põem em recato, para melhores dias, boa ideia mas agora não, é melhor "save as draft"?
Falo por mim, tenho tantos posts em draft que por vezes parece o lixo ou a tralha que se vai guardando no carro e que nunca é altura de arrumar. Por falar nisso, hoje é um bom dia (uma boa noite). Falo do blog, não do carro, claro. Até choveu. Ainda bem que choveu.

segunda-feira, março 31

Devido a um grande tombo na pesca à truta na Nova Zelândia, vi-me confinada a uma chaise longue algures no Alaska. Nada como curar uma entorse do tornozelo com vistas soberbas e um anti-inflamatório de 6 em 6 horas.

domingo, abril 22

Um francês no écran


Lembram-se dele? Foi o humano director da Sabena no Hotel Ruanda, o simpático Inspector Cardon no French kiss e representou o mergulhador Enzo Molinari no filme Le Grand bleu desafiando o seu adversário até aos limites tolerados pelo corpo e permitidos pela resistência.
Um pequeno parêntese: o mergulho livre em apneia foi desde sempre uma técnica utilizada na pesca e na busca de conchas, pérolas, corais de entre outros recursos do mar. Isto quer dizer que andam uns a mergulhar para algumas exibirem lindos colares, anéis fantásticos e blogs fantasiosos. Enfim...
É o mesmo Jean Reno que faz de polícia no Código Da Vinci e disse-me quem o viu que fez um papelão, mas é sobretudo um francês em filmes americanos.
Está bem que o António Banderas é o espanhol de serviço assim como há-de haver o alemão, o brasileiro, o russo, o chinês ou o japonês. Mas o Jean Reno é o italiano Molinari, o do inesquecível filme do mergulho e só por isso é o meu estrangeiro de serviço. Será porventura assim: um filme faz um actor, para o bem ou para o mal e muitas vezes para sempre.

quinta-feira, maio 25

"Chamada não atendida, apagada"

A medo, arrisco escrever umas letrinhas neste blog, com o computador ainda a cheirar a tinta fresca. Tudo novinho em folha, teclado sem cinza de cigarros ou migalhas, som tipo cinema Alvaláxia, ecran sem dedadas, enfim um luxo. Está bem que os contactos do outlook foram para outra freguesia, o que me deixa com a sensação de estar algures no Alasca, isolada da civilização, com a cana de pesca na mão e a falar com os peixinhos. Entretanto, o telemóvel passa a noite fora, debaixo de um banco num provador de loja de roupa. Sra D. Alzira, se me está a ler, muito obrigada por atender a minha chamada às nove da manhã. Tem aqui uma cliente para a vida. E com isto tudo, não aconteceu nada. Até que não foi mau estar no Alasca mas está-se melhor na 5ª Avenida.

quarta-feira, agosto 3

Praia livre de nuclear

Como era previsível, a "minha" praia terá a clientela do costume. Os "bigodes retorcidos"*, as tias, a lata de bolos, dezenas de crianças por metro quadrado, a mesma vizinhança das barracas **, muita gente da oposição, mas nada da malta do governo, o que fazem muito bem. Ali perto, como de costume, o poeta Alegre bronzeado e com a cana de pesca assim como outros políticos e jornalistas muito pouco canhotos. Ainda bem. Está tudo nos seus lugares. Pelo menos isto. * Expressão usada pelo Pedro Mexia ** São mesmo barracas de lona, às riscas.
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