sábado, junho 14


Sempre gostei muito da Irlanda, sempre tive um queda muito grande pelo verde Eire. A Irlanda dos druidas, de São Brandão e São Patrício, do Book of Kells e do Ulster Cycle, de Cúchulainn, Conn of the Hundred Battles e de Cormac mac Art, da Rebelião de 1641, da Grande Fome do século XIX e do Levantamento da Páscoa de 1916, de Pádraig Pearse, Michael Collins e Éamon de Valera; a nação dos leprechauns, da banshee, dos grogoch e do pote de ouro no fim do arco-íris, dos cavalos selvagens, dos dias de chuva sem fim, da cerveja e do uísque, dos trevos, da harpa céltica e da blarney stone, de Tara, Newgrange e do Abbey Theatre; a pátria de Robert Boyle, Bram Stoker, Oscar Wilde, Jonathan Swift, George Bernard Shaw, Yeats, Synge, O'Casey, Joyce, Beckett, Seamus Heaney e Roddy Doyle, de Milo O'Shea, Barry Fitzgerald, Peter O'Toole, Richard Harris, Liam Neeson, Sinéad Cusack e Maureen O'Sullivan, de Neil Jordan, Jim Sheridan, Pat O'Connor e das raízes de John Ford, aliás Sean Aloysius O'Fearna; o país dos Chieftains, dos Dubliners e dos Clancy Brothers, de Rory Gallagher, Van Morrison eThin Lizzy, dos Pogues e dos Corrs: Erin go bragh!
Ontem, ao dizer "não" nas urnas ao Tratado de Lisboa, esta Irlanda milenar e rebelde, ancestral e individualista, deu um murro na pança flácida dos eurocratas, aplicou uma cacetada de shillelagh no toutiço penteadinho dos governantes e dos políticos europeus que se julgam na posse do dom de saber aquilo que é melhor para os cidadãos e eleitores dos seus países.
(...)
Eurico de Barros no DN: "O TIGRE CELTA MOSTRA A SUA RAÇA À EUROPA"

1 Comments:

Blogger Grande jóia said...

Muito bem visto. Fora isso fica o link "http://grandejoia.blogspot.com/2008_06_01_archive.html#7352353366335044033

3:58 da tarde  

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