terça-feira, fevereiro 14

Em quatro


São mil e um papelinhos, agendas antigas, tempos amáveis, outros nem tanto, coisas más e boas que nos lembram partes de uma vida com momentos alegres, arrependimentos, tristezas e sorrisos. Basicamente tralha inútil que se acomoda anos a fio dentro de gavetas à espera de ocasião para desaparecer. De tempos a tempos, mão diligente e rápida corta-lhes o pio e remete-os para o seu habitat natural, ou seja, o caixote de lixo, abrindo espaço que porventura virá a ser ocupado por mais tralha inútil.
Que intereressa isto e mais isto, gatafunhos que tiveram vida própria em data incerta ou mais que certa, notas a que já perdemos o rasto e outras que queremos esquecer.   Em boa verdade espera-se sempre que venham boas novas a ocupar-lhe o espaço, outra mão cheia de literatura cor de rosa de pequenas dimensões, anotações várias consideradas de extrema utilidade, que serão votadas ao esquecimento em tempo próprio.
Mas que ideia aquela de guardar esta conta, este papelinho, esta treta de má memória, que interessa encapsular isto num tempo que não volta mais de bom que foi, ou esquecido à custa de tanta lágrima. O que conta não está aqui. Aqui jazem ideias peregrinas de coleccionar instantes ou informação que teimamos em arquivar. Pronto; este amarelado do tempo ainda cá fica. Até à próxima.

2 Comments:

Blogger D.Generosa said...

D. Generosa fica contente de ver aqui as "suas" asas;-)

9:11 da manhã  
Blogger M Isabel G said...

A D Generosa é um amor.

10:32 da manhã  

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