quarta-feira, junho 20

Manias

Por razões que não vêm ao caso, tenho ultimamente estado afastada dos meus locais habituais, pelo que me tenho deparado com algumas surpresas, por sinal nada agradáveis. Indo direita ao assunto, ainda não me consegui sentar e tomar um café à hora de almoço. Todas as pastelarias que encontro no meu trajecto, por essa altura, se transformam rapidamente em restaurantes, bastando para isso um "individual" ou uma toalha de papel. Locais onde pacatamente duas horas antes me poderia sentar, encontro-oss praticamente todos invadidos por cheiros a guisados ou fritos, motivos mais que óbvios para dissuadir alguém com olfacto muito "maniento" a acomodar-se no único lugar que pode ocupar, isto é, o balcão.
Compreendo que sejam muito mais lucrativas a servir refeições mas tenham paciência, havendo um grande número de mesas vazias (se bem que todas devidamente "atoalhadas"), porque não me deixam tomar um café? "Ainda é cedo, são uns breves minutos, que não estou ali para fazer sala", ainda retorqui uma vez, guardando o jornal. À segunda e à terceira, percebi os sinais de imediato e à quarta desisti. Passo bem sem um café e ainda vivo melhor sem lá voltar.

3 Comments:

Blogger MiSs Detective said...

como compreendo. é irritante à brava! e ainda ficam a olhar para nós como se fossemos uns seres de outro planeta

7:27 da tarde  
Blogger espumante said...

Não são manias, Isabel. É a deterioração acelerada de uma das, ainda, faces apelativas de Lisboa. Refiro-me ao cheiro nauseabundo a fritos e guisados que temos de suportar, tudo porque os restaurantes-pastelarias não estão preparados com exaustão de fumos apropriada. Provavelmente porque as condições exigidas por lei estão adequadas à actividade de uma pastelaria (máquina de café, umas tostas e torradas) e não à confecção de mão de vaca com feijão banco ou peixe na grelha ou fritura de fêveras. A minha área de trabalho (Basílica da Estrela) oferece dezenas de restaurantes baratos, com comida entre o tragável e a qualidade duvidosa. Nada que não se ultrapassasse para quem tem de almoçar ali todos os dias, mas a falta de higiene está a chegar a um ponto em que chego a casa à noite ainda com o cheiro de fritos entranhado no fato. Eu penso que isto deve ser caso único na Europa...
De há uns tempos para cá dou-me ao trabalho de andar a pé mais do que seria necessasário para poder almoçar sem direito a cheiro de fritos. E lá tenho encontrado alguns locais simpáticos. Claro que praticamente dupliquei o custo da refeição. Mas as proporções do desconforto são alarmantes.
Desculpe tanto espaço, mas sou muito sensível a este absoluto desrespeito pelos clientes.
Grave, ainda, parece-me ser a bonomia com que as pessoas aceitam ir para casa com a roupa a cheirar óleo de fritar. Pode ser que o maniento seja eu...

9:59 da tarde  
Blogger MissPearls said...

" Eu penso que isto deve ser caso único na Europa..."

Caro Nelson,
Por onde tenho andado nunca vi nada assim.As baiúcas com as travessas inox com ovos cozidos, as pastelarias-restaurante, um desconsolo. A verdade é que são baratas, mas valha-me Deus!
Eu tb sou sensível a estas coisas.
TEnho muita sorte porque apesar de no refeitório do meu emprego a comida nem sempre seja a melhor (nas nossas casas tn nem sempre sai bem), a maior parte das vezez é boa, e a limpeza absoluta.
Confesso que não estou habituada a estas andanças.
Esteja à vontade :)

1:32 da manhã  

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