terça-feira, fevereiro 20

Como sabemos que nos encontramos em Portugal

Quando, logo no início da auto-estrada, somos ultrapassados por carros a 180 km hora, não encontramos nem um carro da brigada de trânsito até Lisboa e levamos com buzinas e sinais de luzes com nevoeiro e chuva torrencial.
Como sabemos que estamos em Lisboa? Essa é fácil. Não sei onde se meteram os habitantes, mas lá estão os carros de sempre nas curvas e nos passeios.

10 Comments:

Blogger MOLOI LORASAI said...

A solução é Madrid!

9:42 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Carissima Vizinha,

Esta tarde constatei exactamente o mesmo!

Bom resto de semana,

10:26 da tarde  
Blogger MRA said...

Viva a EMEL

11:35 da tarde  
Blogger definitivo said...

Esta coisa de dizer que tudo é perfeito lá fora - embora Espanha aqui tão perto - em detrimento do que se passa cá dentro, leva-me a pensar duas coisas: ou não conhecemos o nosso país (porque não queremos?) ou, então, quando saímos daqui, achamos que entramos no paraíso. Ou seja, pomos em prática aquela velha mania do 8 e o 80.
Acho errado.

Exemplo: há uns tempos atravessei metade de Espanha com um motor de um carro de luxo na mala do meu carro. O único documento que me acompanhava era uma guia de transporte sem qualquer significado legal no que diz respeito, tanto às leis em vigor no lado de lá, como às leis em vigor no lado de cá.
O motor chegou ao seu destino sem paragens "obrigatórias".
Pergunto: onde estavam os polícias espanhois? E os portugueses, j'agora?....

Isto de ir para fora e fazer o contraponto com o que se passa cá dentro de uma forma negativa - para o nosso país - é, muitas vezes, uma forma de dizer que não se gosta do local onde nasceu.

É bom viajar? É.
É bom conhecer coisas novas? Sim.
É óptimo contactar com povos diferentes?. Claro.
É saudável fazer a "transposição" entre o que se vê lá fora e o que existe cá dentro? Deve ser feito.

O que não deve ser feito - digo eu -, é esta mania das comparações entre o que é dos outros e o que é nosso (com prejuizo para o que é nosso). Quase sempre.

Tenho um sonho: percorrer a "route 66". Quando o concretizar - se o concretizar -, não voltarei ao meu país com pedras nos bolsos: não terei a quem as atirar.
É assim que eu penso, e não gostaria de pensar de outra forma.

1:49 da manhã  
Blogger SkinStorm said...

Um amigo meu inglês diz que sabe que está em Portugal quando há animais mortos na estrada ou nas bermas.

4:56 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Cara Miss Pearls:
Porque não criticar o nosso país sem fazer referência a Espanha e quanto você acha que eles são bons?
Porque comparar sempre com Espanha, como se eles fossem o melhor do mundo? Mesmo que fossem o melhor do mundo, coisa que certamente não são, não é preciso para bem criticar ter de dar como exemplo um outro país ou local. Basta dizer o que acha mal.
Acho péssimo essa mania de que Espanha e os espanhóis são todos tão bons. Soa a inveja.

5:00 da tarde  
Blogger M Isabel G said...

Car@anónimo:
mas é mesmo inveja: pura e dura.
Inveja de ver estradas patrulhadas, inveja de saber que existem forças disuassoras, inveja por ver sistemas de radar em vários locais, inveja de ver as estradas bem sinalizadas, as saídas e as entradas na cidade bem sinalizadas, inveja de ver um povo que não se barrica em casa com floribellas, que partilha espaços públicos, que aprecia a vida..

Não sirvo de exemplo de patriotismo para ninguém. Sorry. Terei as minhas razões.

5:18 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Um povo que não se barrica em casa?

Bolas! Um povo que só fala castelhano... um povo que chama piedras rolantes aos outros senhores! Um povo que não entende e não faz nada para entender o que os turistas dizem...

Um povo que acha que não há mundo para além do seu mundo.

Eu cá gosto é de Portugal! Tanto, tanto, que quando cá chego adoro tudo... até o que está mal (é paixão! Mas é assim, se eu não gostar de mim, quem gostará!).

Além disso, da última vez que fui a Espanha (há 2 meses) descobri que têm mais buracos nas estradas que nós!

10:13 da tarde  
Blogger Dulce said...

Não me parece que se possa falar de civismo ao volante em Espanha. Pelo menos do que conheço...

Em Sevilla não há nada mais comum que passar "vermelhos". Não é passar amarelos quase vermelhos. É passar vermelhos, nem que isso implique ultrapassar os (poucos) condutores que obedecem ao semáforo.

Por parte dos que conduzem aceleras/vespas outra conduta ainda mais reprovável é o facto de muitas vezes circularem pelos passeios sem mais nem quê...

E os estacionamentos em segunda fila?! São o 'pão nosso de cada dia'. Todas as manhãs tenho uma sessão de ginástica a empurrar carrinho para ali, carrinho para acolá, qual jogo de tetris..!

Conclusão: não são muito mais civilizados que nós no que respeita à condução. Por muito que tenhamos aquela ideia de que 'a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha'...

2:07 da manhã  
Blogger M Isabel G said...

Dulce, obrigada pelo seu comentário.
De facto, eu só falei do que vi.
Vejo que Sevilha está uma desgraça. QUe tristeza.
Acho incrível como uma cidade que se apelida de civilizada permite esses comportamentos semelhantes a delinquência rodoviária.

2:16 da manhã  

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