domingo, abril 19

Bruxelas 6: o regresso

Umas curtas notas finais daqui do meu sofá: Ao contrário dos avisos sobre o tempo de Bruxelas, a cidade recebeu-nos com sol e sem uma pinga de chuva. Estranhei a ausência de árvores e espaços verdes pelos locais onde andei, mas confesso que pisei mais alcatifas do que empedrados. Mal vi os indígenas, ausentes no feriado e por uns tempos não direi uma palavra desagradável sobre os horários do comércio da Baixa. Por falar nisso, ao contrário de alguns dos meus companheiros de viagem, regressei sem saber onde é a Fnac, mas em contrapartida meti-me por ruas de uma outra cidade menos glamorosa. A culpa deve ter sido do mapa.
A avaliar pela bandeira, os reis estariam por casa mas, curiosamente, não estão nos souvenirs locais. Não vi nenhuma caneca com a cara de Alberto II nem nenhum porta-chaves com os retratos dos príncipes herdeiros. Pareceu-mal.
Tive o prazer de fazer parte de um grupo de convivas gentis e bem dispostos, no qual se podiam ouvir as palavras Bush e McCain sem parecer uma anedota do Jon Stewart, mas não posso deixar de referir a forma como fomos recebidos e uma palavra muito especial para o eurodeputado Carlos Coelho e para o Duarte, excelentes profissionais de uma grande simpatia. Termino a azul o meu relato de uma fantástica viagem a Bruxelas, demasiado intensa para estes curtos textos, e termino também o último Leonidas da caixinha dourada.
Salut à l'Europe.
*
Sobre a viagem, a crónica do Bruno Vieira Amaral no Cachimbo de Magritte. Nas fotografias: Uma livraria com um nome fabuloso: "Anticyclone des Açores".Um café clássico perto da Bolsa com um expresso a preço milionário,vazio no interior e com a esplanda apinhada. Uma espécie de memorial na Grand Place que garante a felicidade a quem a tocasse, o que cumpri com a maior seriedade. Just in case...
NOTA:
Agradeço a uma residente em Bruxelas uma correcção e a explicação sobre a santinha da fotografia, e também ao Luis Naves, do Corta-Fitas.

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Cara Vizinha,

Espero que lhe tenham explicado o motivo por detrás do nome da Livraria...

Bem vinda de volta ao rectângulo nacional.

Melhores cumprimentos,

7:27 da tarde  
Blogger M Isabel G said...

É por causa do mau tempo?
Diga-me por favor.
Tb já mem explicaram o porquê de tanto tocar a santinha....

Fui jantar perto do monumento do Cinquentenário....:)

7:35 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Cara Vizinha,

Exactamente, um dos motivos da nossa óptima meteorologia é por lá causadora de muita chuva.

Tenho boas recordações, uma vida mais fácil do que a então se tinha aqui, apesar de algumas contrariedades - mais no âmbito pessoal.

Como muita coisa na vida, duas faces, a boa e a nem por isso.

Um destes dias, se me encontrar na Espiga-Sol, esclareço melhor.
:-)

Respeitosos cumprimentos a todos em casa,

9:17 da tarde  
Blogger M Isabel G said...

Muito obrigada ::)

10:01 da tarde  

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