sábado, abril 18

Bruxelas 5

Foi com grande satisfação que participei com o G18 na visita às instituições europeias a convite do Grupo do Partido Popular Europeu (Democrata Cristão) e Democratas Europeus.
De Bruxelas trouxe muito mais do que a cena mediática da entrada dos ministros para o Conselho, a fotografia junto às bandeiras ou as conferências de imprensa com azul de fundo, imagens que mitificavam os locais onde a eurocracia toma decisões que se reflectem no quotidiano de milhões de cidadãos, ou seja, reflecte-se também na minha vida.
Aproxima-se outro acto eleitoral e tenho quase a certeza de que nunca deixei de votar. Na minha juventude atravessava a rua no dia das eleições, empolgada com o momento político que era preciso vencer, e votava com a paixão que só a juventude e as circunstâncias especiais justificávam. Em adulta, já em locais que não conhecia, umas vezes mais convictamente que outras, mas nunca deixei que decidissem por mim.
Sendo o Parlamento Europeu o único órgão da União Europeia que resulta de eleições directas, e apesar dos corredores onde se tomam as decisões não se encontrarem diariamente nas televisões, o meu voto tem a mesma força que o da Isabelle na França ou o da Isabella em Itália e agrada-me que seja assim.
Foi com prazer que tomei contacto com um pouco do mundo alcatifado da alta política europeia e ter conhecido alguns dos seus intervenientes. Confesso que ao verificar a existência de pisos intermédios (12 1/5 ou algo parecido), me senti um pouco a entrar no Hogwarts Express através da plataforma 9 ¾, mas isto já sou eu a divagar.**
Um pormenor que não pude deixar de constatar, foi a diversidade de cartazes de propaganda, colóquios e todo o tipo de eventos patrocinados pelas instituições europeias que encontramos pelos vários edifícios, em especial no PE. Havemos depois de voltar a vê-los junto das delegações de cada um dos grupos políticos, onde vão abrilhantando as causas próprias. Não será difícil imaginar quais.
E termino já. Bruxelas continua a ser um local de regulamentos sobre o tamanho do chicharro ou a forma da maçã, onde se redigem directivas e se produz legislação em massa, compilada em complexas bases de dados mas, para mim, o interface tornou-se agora mais amigável.
** Afinal é 5 1/2. O Gabriel tomou também a devida nota. Superstições por estes lados? Valha-me Deus.

4 Comments:

Blogger Ana Margarida said...

5 e meio B? :)

11:01 da tarde  
Blogger M Isabel G said...

5 e meio B? :)

É possível
:)

1:19 da tarde  
Anonymous Gabriel Silva said...

Não, era mesmo 5 e meio e seis e meio. Por causa dos «azares».....

http://blasfemias.net/2009/04/20/mosselen-4/

4:35 da tarde  
Blogger M Isabel G said...

Era então isso :)
Obrigada Gabriel.
Hei-de acrescentar a tua nota
Bjs

5:13 da tarde  

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