Quarta-feira, Setembro 28
Segunda-feira, Setembro 26
Quinta-feira, Setembro 22
Quarta-feira, Setembro 21
Bon soir, Paris
A Notre Dame de dia, as pontes do Sena ao cair da tarde e um Peugeot antigo que passa à meia noite. Em vez de se transformar numa abóbora, o nosso personagem americano entra no mundo encantado das suas (nossas) referências artísticas (T.S. Eliot? Prufrock is like my mantra), frequenta o mundo hedonista em que se movem, vê-lhes o rosto, e estende-lhes a mão. Não sabemos se a linda Inez (que o realizador maltrata com roupas sem graça e retrata a futilidade) gostaria de ter conhecido o Dali ou se teria ficado encantada com a festa de casamento de uns surrealistas malucos (cheia de animais embalsamados), como lhes chamou Gertrude Stein; a verdade é que não quis esperar e, enfadada voltou para os robes turcos do hotel.
Em bom rigor, Woody Allen tratou mal todos os americanos: "pedante", foi o que a guia turística (encantadora Bruni com aquele travozinho francês) chamaria ao intelectual da conferência na Sorbonne). Inesquecível, aliás, a visita a um antiquário e a admiração por uma cadeira tão milionária quanto horrível, mas que ficava bem na futura casa de Malibu.
Fantástico, aquele name-dropping de gente talentosa, tumultuosa, vaidosa, eloquente e carismática: Cole Porter , Buñuel e o toureiro Belmonte(who else?), à mesma mesa Toulouse-Lautrec, Gauguin e Degas, Matisse, Braque, Man Ray, Modigliani, Joséphine Baker, Hemingway, Picasso, T. S. Eliot, Scott Fritzgerald e Leo Stein de copo na mão em brasseries, bistros, cabarets, de festa em festa em casas de porta aberta a gente cosmopolita. Fora desta cápsula mágica do tempo e sem retorno possível, só lavandarias e as construções do presente.
Viajamos por Paris, reconhecemos aqueles locais que também amamos, percorremos as ruas da Rive Gauche, bebemos uma cerveja junto à Opéra, fumamos uma cigarrilha na sala de Gertrude Stein, dançamos com a Joséphine Baker, and if the chimpanzees in the zoos do it, Some courageous kangaroos do it, let's do it, let's fall in love.
Ao contrário do sugerido pelo putativo sogro, só não vimos o Trostky porque andava ocupadíssimo com as lutas internas do Partido. Ah!, e os quadros do Matisse a 500 francos! E a sugestão feita a Buñuel de realizar um filme sobre gente impedida de abandonar uma sala, que fantástica ideia! So many peolple, so little time.
Ao contrário do sugerido pelo putativo sogro, só não vimos o Trostky porque andava ocupadíssimo com as lutas internas do Partido. Ah!, e os quadros do Matisse a 500 francos! E a sugestão feita a Buñuel de realizar um filme sobre gente impedida de abandonar uma sala, que fantástica ideia! So many peolple, so little time.
Por fim, o desentendimento, a infedilidade e a ruptura. Mas como poderia o personagem amar alguém que não gosta de andar à chuva?
Artigo: Vou ali dar um salto aos anos 20 e não sei se volto de Eurico de Barros
Segunda-feira, Setembro 19
Domingo, Setembro 18
Noite dentro pela calçada da cidade
VFNO: Foi assim. from VoguePT on Vimeo.
No passado dia 8 houve novamente festa em algumas ruas de Lisboa com a Fashion Night Out: a Vogue organizou, as lojas participaram e foi uma animação pelo Chiado, Av. da Liberdade, Princípe Real e Rua Castilho.
Nem por isso vi muitos sacos com compras, mas a falta de dinheiro não desanimou novos e menos novos que subiam e desciam a calçada. Muitas lojas abriram as portas e deram música e bebidas a quem por lá passava. Pobretes mas alegretes, a festa fez-se nas ruas, nas montras e dentro dos estabelecimentos engalanados para o efeito.
À excepção dos carros estacionados e a circular na R Garrett, da falta de limpeza em alguns locais, a night out correu bem, com o tempo a ajudar à festa. Mais ou menos fashion e mesmo com os sapatos errados, descemos a avenida e subimos a calçada naquela noite quente.
Domingo, Setembro 11
A tragédia americana sem adversativas
Ten years previous to 9/11, almost to the day, this photograph was taken of the Twin Towers, by Scott Andrew Tugel. The model, wearing the famous Donna Karan body suit, is positioned between the towers, with plane overhead, foreshadowing the tragedy that was to take place. This iconic image will be part of the permanent collection of The National September 11TH Memorial Museum at the World Trade Center, slated to open fall, 2012.
Quarta-feira, Setembro 7
Diário de uma gata enquanto blogger (11)
(Gosto desta fotografia; é o meu melhor ângulo e a luz favorece-me).
Como vão os simpáticos leitores deste blog? Ainda andam por estes lados ou já desistiram de vir até aqui? A verdade é que a minha dona tem escrito pouco, mas queixa-se da falta de imaginação e de cabeça. A vida não lhe tem sido fácil, mas tem dado conta do recado, apesar de uma ou outra ave negra e cobarde com quem ela teve a desdita de se cruzar.
Fomos de férias pois então; a patroa para outras pastagens mediterrânicas e eu para um lar de acolhimento simpático, mas um pouco lotado. Não me custou prescindir dos meus haveres (as taças da água e ração, assim como da caixa de areia), mas tive que partilhar o espaço com mais dois parentes e com um cão barulhento. Foi por pouco tempo, bem sei, por isso levei aquilo na boa, ou seja, arranjei um canto e de lá não saí. Felizmente havia uns armários da cozinha muito jeitosos que podia frequentar à vontade e por lá andei até a madura me vir buscar. Há dias o desgraçado do cão apareceu-me cá em casa, mas corri logo com ele: arreganhei a dentuça e soprei-lhe no focinho; já cá não volta.
Já perceberam que não sou uma gata fácil: venho assustadiça da vida de rua, este pêlo branco é uma praga de tanto cair, e tenho causado algum prejuízo cá em casa, mas somos amigas. Estava mortinha por voltar a casa. Há gente que não merece a nossa confiança nem amizade, disse-me a patroa há dias. É preciso escolher as pessoas, digo eu do alto da minha cadeira favorita junto ao calorzinho; a lealdade é uma coisa muito bonita, dizemos nós.
Já tinha saudades do encosto fofinho das pernas da patroa; saiu-me a sorte grande.
Sábado, Setembro 3
Outro sol
Já se sente outro sol. São assim os finais de Agosto, fim de férias, outro aniversário, outra luz de fim de dia, já mais curto e sisudo como os tempos que aí vêm.
Sente-se um outro ar, que corre mais fresco nos corpos morenos que pedem abrigos, sacode-se a areia e já batem as portadas das janelas do vento que volta de novo.
É o fim de tempo que se quer livre, ligeiro, sem contratempos nem contrariedades. Ganham-se cores e forças para as velhas rotinas, amaldiçoadas e abençoadas, quando o corpo tem saúde e força para as vencer.
Fecham-se as cadeiras e guardam-se as lancheiras, é mais um ano que passa. O importante é voltar.













