Terça-feira, Julho 27
Nestas noites quentes, tenho-me lembrado daquela árvore enorme com ramagens que pareciam entrar-me no quarto que já não existe. Naquelas noites, que ainda lá estão, com o silêncio que entretanto desapareceu, lá estava ela, quieta, com as folhas preguiçosas e as janelas abertas à espera de uma aragem.
Na escuridão das casas fugia-se do calor das lâmpadas e do zumbido das melgas. Era assim o Verão, que se vive de quando em quando, em alvoroço e estranheza, nas cidades onde o vento parou de soprar . O dia quente que não arrefecia a noite, as ruas, as casa, e a praia que nunca mais chegava para nos libertar o corpo do calor. A árvore já não existe mas vieram outras noites quentes com e sem aragem, boas e más, doces e ruins, com corpos cansados de sono, coisas de Verão, ou não.
Sábado, Julho 24
Quarta-feira, Julho 21
Sainho de chamalote
Vanity Fair Espanhola
Assim ao longe parecia-me coisa barata, dos saldos ou de alguma promoção, compra nova a usar pela primeira vez, beje a imitar linho, com pregas à frente e atrás, um pouco acima do joelho e lá ia ela toda contente pela calçada.
Devia parecer catita tantos eram os olhares que lhe caíam em cima, principalmente de homens, que ela bem reparava que a seguiam enquanto se afastava, o que deixava tão incomodada quanto vaidosa. À excepção da madura conservadora (que reconheceu de outras ocasiões) que a mirou com ar reprovador, facto que ignorou olimpicamente (talvez alguma ponta de inveja), devia ir catita pela calçada.
Saia nova num dia escaldante de calor, se não fosse a maldita calçada, a falta de sombras e a pressa, compunha-se com maior firmeza, costas direitas e olhar em frente. Fingindo-se interessada numa montra no final do passeio, descobriu ali mesmo, na transparência da saia nova e barata, a comédia do engano de tantos olhares. Corre, corre, quase que corre pela calçada, vai formosa e não segura.
Sexta-feira, Julho 16
Quinta-feira, Julho 15
Diário de uma gata enquanto blogger (6)
Boa noite, leitores amigos deste blog. Aproveito agora que a patroa dorme para vir até aqui teclar um pouco enquanto não me cortam as unhas que tenho arranjadao com primor no delicioso sofá da sala.A vida por aqui tem corrido melhor se bem que, malgré alguns problemas recentes, nada me tem faltado. Uma gata que se preze sabe quando a dona vem aborrecida, cansada ou triste; não me afaga o pêlo (sempre a cair), não me fala com vozinha doce e nem sequer diz disparates que ela julga ser mimo (menos mal que não me chama os nomes que a ouço dizer em frente ao televisor).
Confesso que o calor me tem atrapalhado a vida mas não me dificulta o sono. Contrariamente à minha prima aí em baixo que escolheu um ou dois lugares para bater a pestanada, qualquer sítio me serve, seja junto ao computador ou debaixo de qualquer cadeira. Por vezes, a madura corre comigo quando a estou a maçar mas, de uma forma geral, tenho rédea solta para as minhas acrobacias entre jarrões e caixas de louça. Bem sei que por vezes se irrita, mas depois lanço-lhe o meu olhar mais meigo e ficamos amigas de novo.
Quarta-feira, Julho 14
CSI na National Gallery
Terça-feira, Julho 13
O mar é para quem o apanhar
O tanso é o que anda às voltas com o carro para encontrar lugar dentro da legalidade. Por todo o lado é o caos, mas o tanso arma-se em parvo e, enquanto o suor lhe escorre pelo corpo e o sol lhe dá de frente, jura a pés juntos que não quer ser igual ao imbecil que largou o carro na curva.
Passam quinze, trinta minutos, o sol já vai alto, nem um mergulho consegue dar e até o único espaço livre (a passadeira) acabou por ser invadido. Por essa altura já irritou a família, gastou gasolina, a transpiração já se cola ao fato de banho e indo sozinho, já insultou meio mundo entre portas: tipo que faz estas coisas, é o tipo que se põe a jeito para a negociata, que desafia a justiça sabendo que vai ganhar mais não seja pela exaustão, é o filho da mãe que se julga dono do pedaço, um garanhão fantástico (e fantasioso), o porco que cospe para o chão, que denuncia os colegas, que se gaba de enganar o fisco, que bate na mulher, que ignora as pensões de alimentos, que abandona os animais, e por aí fora, que podem estar crianças a ler.
Finalmente, um carro da "autoridade". Ah! vão ser multados os malcriadões, porventura rebocados. Vieram para salvaguardar os que querem cumprir, haja fé nas instituições. Pois sim; lá seguiram em frente indiferentes ao tanso que está quase a desistir mas sem antes abordar outra "instituição" parada junto aos acessos ao mar: que não têm nada a ver com isso, siga lá o seu caminho, que é melhor.
Exausto, acaba por parar junto a um estacionamento mais distante e eis que chega um casal que lhe salva a tarde, ou melhor, o fim de tarde, prometendo não mais voltar, que já tem idade para ter juízo.
Fotografia: Cidadania LX - Panteão (2009)
NOTA: "Afinal, Portugal está a salvo da malandragem : A Polícia Marítima apreendeu 500 ‘bolas de berlim’, 250 óculos, 210 relógios, 40 túnicas e 20 carteiras numa operação que decorreu desde sábado até ontem em cinco praias dos concelhos de Albufeira, Silves e Portimão. Foram autuados vinte vendedores."
Domingo, Julho 11
Sábado, Julho 10
A cidade, brevemente
A cidade está deserta. Não me queixo. Por uns dias parece que se acalmam as buzinas, os movimentos são mais lentos, talvez até mais pacientes. A cidade não muda de povoado, mas aparecem viajantes, mochileiros e os recantos, as ruela e as praças são surpreendidas por máquinas que fotografam o que sempre nos pareceu óbvio e banal. De resto, estão por aqui, por ali, os pobres de sempre, os velhos solitários, os loucos das avenidas, os imigrantes desamparados, os bêbados em monólogos, os que ficam por cá e os que não têm terra.
Eu não desgosto da cidade assim, enquanto conto os dias para fugir dela. O que gosto mesmo é de fugir primeiro para perto e depois sair para longe, saltar do meu mundo para o mundo dos outros, sair das vistas curtas. Quando se chega trazem-se mais palavras, guardam-se encontros e trazem-se outras cores. A moldura com novos abraços na praia, na serra ou numa cidade nova ficará com glória certa na companhia de beijos antigos em praias diferentes
Acho simpática a cidade assim vazia de Segunda a Sexta. O Sábado é útil para tratar da vida, mas o Domingo totalmente inútil. A cidade despovoada parece ainda mais quente e até os bichos parece que desertam para se acomodarem nas sombras.
As pessoas saúdam-se alegremente com "Até depois da férias", como se fugissem uns dos outros por uns tempos, como se as férias fossem uma libertação não só dos lugares, mas também dos outros. Espero sempre que venham mais felizes. Por uns tempos, pelo menos.
(Texto reeditado)
"Cara de boneca
Por Ricardo Garcia -PUBLICO 10/7/10
Quando ela entrou para o comboio, já vinha com cara de boneca. Rosto quadrado, lábios quase sintéticos, olhos escuros, meio encobertos pela franja perfeita de um cabelo que parecia peruca. O único movimento que traía a sua fisionomia de brinquedo era o contínuo mascar de uma pastilha, que resistia apesar de sucessivamente esmoída pelos movimentos basculantes do maxilar inferior.
Encostou-se junto à porta, na posição de máxima interferência com a saída e entrada de passageiros, e iniciou o processo. Qual processo? O de se embonecar ainda mais. Tirou da bolsa um estojinho, abriu-o e, com um pompom, aplicou um pó qualquer sobre o rosto. Fê-lo com movimentos precisos, conduzindo com destreza a almofada pelos contornos faciais, várias vezes sobre cada ponto, até dar-se por satisfeita.
Mas o serviço não estava completo, longe disso. O estojo voltou para dentro da mala e, em troca, surgiu o pincel - não um qualquer, mas um desses de cabeça larga e pelagem fofa, bom para tortura nos pés. Com a mesma habilidade, a rapariga valeu-se do utensílio, em garbosas pinceladas nos cantos essenciais da face.
Eu, sentado a meio da carruagem, na minha posição de moribundo matinal, já começava a quedar hipnotizado pela cena. E mais ainda fiquei quando o pincel foi fazer companhia ao estojinho e da bolsa emergiu uma espécie de caneta grossa, como um bastão de cola. Não colava, mas preenchia. O quê, não me perguntem, pois a pele da miúda, congruente com a sua idade, ainda estava despida dos vales epidérmicos da progressão etária. Mas ela lá sabia, e entreteu-se durante alguns minutos a retocar alguns pontos invisíveis de imperfeição. O que ela fazia com aplicações leves e cirúrgicas, eu não conseguiria nem com duas demãos de massa de pedreiro.
O comboio já ia a meio do caminho, com mais passageiros em pé do que sentados, incluindo o meu objecto de estudo naquele dia. Cogitei onde ela trabalharia, para ser precisa tanta maquilhagem. Intrigava-me também como o constante esforço na mastigação da pastilha não comprometia o revestimento facial recém-aposto.
Mas a rapariga não dava tréguas para a reflexão profunda. Era um produto atrás do outro que saía daquela mala. Depois da caneta grossa, veio outra, fininha, para o contorno dos olhos. A seguir, um lápis para o lado externo da pálpebra. Depois, outro para a borda interna da mesma. Uma escovinha de pentear as sobrancelhas. Outra para os cílios. Uma coisa qualquer para a testa. Batom. Brilho. Reforço. Lustro.
Quando eu julgava esgotadas todas as possibilidades, ela avançou para o cabelo. Uma escova para alongar, outra diferente para enrolar a franja. Um espelho para os retoques finais. À chegada do comboio ao Cais do Sodré, estava no spray, aplicado sobre a sua arquitectura capilar e o ombro do passageiro ao lado. Desceu na estação terminal com mais cara de boneca do que quando entrara e deu com uma amiga, que também vinha no mesmo comboio.
- Olá, estás boa? - disse e cumprimentou-a com um beijinho, daqueles em que apenas as bochechas se tocam. Temi que as duas ficassem para sempre com a cara colada. Mas não, havia muita ciência naquela maquilhagem. "
Sexta-feira, Julho 9
Quinta-feira, Julho 8
Quarta-feira, Julho 7
Por acaso...
O calor, ainda assim
Por Miguel Esteves Cardoso
Que nunca mais era Verão. Que nunca mais vinha o calor. E, quando o calor veio, que era insuportável. Todos os anos é a mesma coisa. E a culpa é sempre nossa. Que mais se pode esperar de uma língua em que não há ditado? que nos avise a ter cuidado com as coisas que queremos, não se vá dar o caso de as recebermos?
Insatisfeitas com o belo tempo primaveril que tem estado, as pessoas torciam o nariz e só alumiavam os olhos quando explicavam que lhes fazia falta o "calorão"; aquele calor que só se pode estar dentro de água; o calor que faz tremer o que se vê.
Vem o calor - nem sequer esse calorão - e começam logo a queixar-se. Que tanto também não. Que a uma segunda-feira não dá. Que tem de haver uma preparação, para uma gajo se organizar, porra.
No PÚBLICO de ontem foram mais frescas as cabeças. Na reportagem de Alexandra Campos e Ricardo Garcia, que nem um castigo, anuncia-se que "a partir de amanhã [seja, hoje, quarta-feira], ainda assim, haverá alguma instabilidade, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas até quinta-feira. Na sexta-feira, a temperatura deverá cair".
Ora toma! Nada acompanha tão bem uma ventoinha acabada de comprar como trovoadas e aguaceiros. E na sexta, quem já esteja climatizado aos quarenta graus deve preparar-se, com coragem, para rapar algum frio.
Aquele "ainda assim", de colocação perfeita, diz tudo o que se pode dizer sobre a petulância ingrata dos portugueses perante o clima que Deus nos deu
Terça-feira, Julho 6
Matilde
HISTÓRIA DO SR. MAR
Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar
Com uma onda...
Com muita onda...
E depois?
E depois...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...
A menina adormeceu
Nos braços da sua Mãe...
Matilde Rosa Araújo
Lisboa, 20 de Junho de 1921 - Lisboa, 6 de Julho de 2010
Outras memórias
Um pequeno intervalo no mundo bonito e colorido da moda. Afinal, o blog faz-se das nossas vontades caóticas e aparentemente sem sentido para terceiros, mas este calor é meu conhecido de outros tempos, em que as folhas das árvores não mexiam nem as noites arrefeciam. Com os tempos foi-se a árvore que se via do quarto, mas o calor abafado, sem humidade nem vento mantém-se para quem a ele se habituou e para dar que fazer a alertas amarelos e vermelhos.
Em Dezembro do ano passado li este post no blog Quarta República. Ao contrário da autora, reconheço os locais, os rituais e os silêncios da morte na aldeia. Está um pouco incompleto, o texto; há mais para além do que presenciou e mais ainda ficou por dizer, pois nem só de dias santos "vivem" os cemitérios, normalmente nas extremidades das aldeias mas acarinhados pelos vivos que os zelam e honram.
Mas deixe-me dizer-lhe que também fazemos (se faziam?) por lá bonitos casamento, acolhidos nas Casas do Povo, sem laçadas nas cadeiras, chiffon nas mesas, ou candelabros pirosos, mas com um catering honesto e farto. Há muito que deixei de os presenciar, julgo até que rareiam nos dias de hoje, mas recordo os cânticos aos "esposados", os amendoins e rebuçados baratos no final da cerimónia, que todos corriamos para apanhar (a minha B. tinha um jeito que só visto).
Porém, para lá de funerais e casamentos por detrás do sol posto, havia (não sei se ainda será assim) um cerimonial que muitas vezes constatei e ao qual acabámos por nos acostumar. Falo das visitas ao hospital onde, a horas certas e sempre que possível, amigos, vizinhos, familia (e até desconhecidos) faziam a volta pelos pisos onde havia sempre um amigo, um vizinho ou um familiar acamado. Garanto que havia sempre alguém a quem visitar, com quem trocar estes rituais de boa vizinhança e amizade.
Eu era jovem, não tinha esta responsabilidade social que pertencia aos mais velhos, mas escutei vezes sem conta conversas sobre o andamento das cirurgias, os nomes dos médicos que os tratavam, e até com quem se cruzavam durante as visitas. Julgo que seria um importante momento de socialização, provavelmente só possível em pequenas cidades do interior, em tempos em que todos se tratavam pelo nome.
Hoje dá-me vontade de sorrir, valha-me Deus.
Segunda-feira, Julho 5
Sábado, Julho 3
Sexta-feira, Julho 2
O primeiro risco
Bem sei onde está o primeiro risco, do lado de cima da roda, sem honra nem glória. É só um arranhão na máquina que me leva e traz, como a cicatriz de guerra na minha gatinha de rua, quem anda à chuva molha-se, mas sempre é o primeiro risco.
NOTHING PERSONAL
Realização: Urszula Antoniak. Com Lotte Verbeek e Stephen Rea NOTHING PERSONAL
A solidão com vistas para GallwayObrigada
Sinceramente, não tenho palavras para agradecer as vossas palavras. Falta-me o talento e o "espírito" destas ocasiões. Eu sabia que um blog não é só um blog; um blog vale o que vale e tem gente dentro, mesmo que não seja "espirituoso", literato, confessional ou assertivo. Não é nada disto, nem tem que ser. Provavelmente, o que para vai por aqui (há quase seis anos) tem um pouco de mim ou, como disse a Ana Cláudia com simpatia, "tem um cunho bem singular: olho o país que fomos e somos com o saber de quem ouviu (com atenção) mais que uma geração, de quem viveu em mais de um lugar, de quem participou em mais que um projecto cívico." Escrevo isto com humildade e como seria bom ter os meus comigo para partilharmos com vocês o meu abraço.Estou muito grata a todos, tantos que os links e os nomes não cabem no coração deste espaço.
Caro Jansenista, ainda temos muitas imagens por partilhar. Mesmo sem nos conhecermos. Obrigada.
Quinta-feira, Julho 1
Chuteiras em Áfica, tempestade no ar
Já lá vão dois dias, e ainda mexem. Ainda os ouço, aos comentadores das estratégias, das tácticas e das conjunturas, ora culpando um ou outro, ora acusando A ou B (ou ambos), escutam-se peritos, adeptos (e fanáticos) circulam piadas, videos, fotografias, anunciando catástrofes e fins de mundo em calções de meia perna. Enfim, ama-se a nação por umas horas, com berraria, cachecol e cerveja, para depois se abandonar a lata onde calha, que isto de ser português também tem a sua técnica.Não sei bem porquê, mas quando os ouço, recordo-me das correcções dos testes fora do liceu, das comparações das respostas, alegrias com pautas ou decepções na interpretação falhada. Procurava-se a unanimidade dos resultados, um facto bem esclarecido ou um contexto bem enquadrado. Ou então não, e a justificação custava que só Deus sabe, por vezes acompanhada por algum castigo ou admoestação ligeira, mas ninguém se livrava de palavras pouco meigas e promessas de retaliação que sabíamos não ser verdadeiras, mas aquilo custava ouvir, mais não fosse pela desilusão.
Mas fizemo-nos mulheres e homens, fomos sabendo dar conta do recado e fizemos pela vida com mais ou menor "sucesso", que nem sempre a sorte bate à porta de todos.
Voltando à mesa do café ou ao banco da avenida depois de testes ou exames, procuravam-se os especialistas, ou seja, os melhores naquilo, e discutiam-se opções, resultados de equações, números certos e expressões correctas. Andavamos naquilo um bocado (nem todos), até que os satisfeitos iam correr para casa e os angustiados empatavam por um pouco de coragem.
Claro está que ainda havia outro round, mais sério e definitivo com adultos sabedores: os felizes arrumavam os livros e os desiludidos ainda os iriam abrir de novo. Pouca sorte com as perguntas, ora sabia-se tudo na ponta da língua e era azar, ou a matéria que tinha ficado por estudar, era certo e sabido que tinha ficado por responder.
Também havia a conjuntura (um acontecimento infeliz), a falta de treino (estudo), a desconcentração (um namorico novo), perguntas manhosas (rasteiras), classificações injustas (um canto mal assinalado) e até lesões (dias difíceis ou doença recente).
Mas no final (melhor ou pior), a coisa ficava por ali, que havia mais que fazer, muito que aprender e vida para viver. Estes na televisão, pelo contrário, não se calam. Desconfio que andam nisto até à 2ª chamada.





























