Sexta-feira, Abril 30

Simply the best

Possivelmente também terei que ir procurar inspiração para a pousada de Estremoz. Dou-me bem com o clima seco, tintos maduros e ambiente cordato.
Fotografia, textos e tudo, no Vida Breve.

Segunda-feira, Abril 26

ENSEMBLE ELOQVENTIA EM PORTUGAL

Grande momento nos Dias da Música com o ensemble de música medieval Eloqventia de Gijón, com dois concertos dedicados à poesia trovadoresca, ou poesia galaico-portuguesa do século XIII: “Cantigas de Amigo de Martín Codax” e “Cantigas de Amor de D. Dinis”.

Domingo, Abril 25

Contra o nepotismo, a corrupção e estado da justiça

Sábado, Abril 24

Dia com música

Fernando Lopes Graça - Acordai (Lisboa Cantat)

Não sou muito de ajuntamentos, porém gosto de ir à festa da música no CCB. Não me demoro muito por lá, mas tenho sempre oportunidade de ouvir alguns bons concertos a preços módicos. Este ano, escolhi o compositor do meu coração - SCHOSTAKOVICH, Quarteto de cordas n.º 3, em Fá maior, op. 73 - interpretado divinamente pelo Quarteto Aviv , que tocou igualmente (bem) HAYDN, Quarteto de cordas, em Dó maior, op. 76 n.º 3, “Imperador”.

Deixo-vos com a canção "Acordai", uma das obras interpretada pelo Coro de Câmara Lisboa Cantat (outro dos concertos a que assisti), com um excelente concerto dedicado a peças corais de compositores portugueses, cuja música conta com textos de Bocage, Sophia de Mello Breyner, José Gomes Ferreira, entre outros.

Se tanto me dói que as coisas passem,

É porque cada instante em mim for vivo

Na luta por um bem definitivo

Em que as coisas de amor se eternizassem.

(Pequeno poemário de Sophia)

Sexta-feira, Abril 23

Diário de uma gata enquanto blogger (4)

Cá estou de novo. A patroa anda sem muita imaginação e decidi dar aqui um saltinho (agora de unhas aparadas) para dar conta da minha vida de gata blogoesférica. A bem dizer, tenho dado umas voltas entre posts de autores variados (alguns a atirar-se como gatos a bofes) e até nem desdouro.
Como vêem, tenho uma boa vida e ganhei uma nova amiga. À excepção daquela vez em que ela tentou meter-me numa caixa, não temos tido problemas. Para compensar as arranhadelas que lhe causei e as meias que lhe tenho estragado (estava em negação, como devem compreender), acedi a voltar a entrar na mala muito catita que me arranjaram e lá fomos as duas a uma veterinária amorosa que me tirou sangue para análises, aparou as unhas, viu-me os dentes, o pêlo, e por fim concluir que eu era saudável, se bem que a minha idade constitua uma incógnita, mas uma senhora não anda por aí a dizer quantos anos tem. Julgo que tenho que lá voltar por causa desses bichos nefastos que só dão maçadas (vulgo parasitas e pulgas) e envergonham a classe. Não julguem que nós não temos o nosso brio: um pêlo limpo e asseado faz toda a diferença entre nós e causa verdadeiras clivagens sociais entre os gatos finos de upstairs e os rafeiros de downstairs.
Quase se comoveu a minha patroa quando a menina veterinária lhe contou alguns pormenores do meu passado (que tenho ocultado) agitado de gato de rua, apontando para a cicatriz que tenho junto ao sobrolho e para o canino partido que felizmente não me impede de comer. Elas nem sabem o que se passa outside, nas ruas infestadas de bicharada cruel e gananciosa capaz de tudo para pôr o dente num pedaço de comida, verdadeiros monopolistas dos escassos abrigos da chuva e do vento.
Tive sorte por ter encontrada aquele parapeito na janela daquela familia simpática. Ou teria sido aquele parapeito que me encontrou a mim, tenho pensado nisso enquanto salto de móvel em móvel ou me aconchego no sofá junto aos braços da minha patroa, enquanto fumamos um cigarrito e lemos umas coisas. Temos os nossos problemas, é certo, mas em bom tempo a livrei daquela flor com elástico e da pashmina de má fama.
E agora retiro-me. Um salto de corça para o sofá, que fiquei exausta.
Exposição de Flores de Campo Maior no Jardim do Buxo do Palácio de Belém
36 anos depois, não gosto do país nem da sociedade em que nos transformámos.

Quarta-feira, Abril 21

"What's New Pussycat"

Sábado, Abril 17

Let's fly away

Boa tarde.
Pode, por favor, levar-me ao próximo vulcão?

Sexta-feira, Abril 16

Cat Stevens - Moonshadow (live)

Quinta-feira, Abril 15

Diário de uma gata enquanto blogger (3)

Afinal, parece que ninguém me vem buscar. Pelo contrário, apareceu há dias um maduro com presentinhos a que não liguei nenhuma. Sou uma gata com personalidade, não me vendo por um brinquedo de corda e uma almofada para limar as unhas, tudo perfeitamente inútil. O que gosto mesmo é do bric-a-brac em cima dos móveis, da carpete beije e da roupa de lã que vou apanhando fora do lugar.
A verdade é que não me posso queixar: a comida é saudável, a areia de boa qualidade e, por enquanto, circulo por onde quero, ou seja, tudo para me agradar. Bem sei que estou em estado de graça, mas convém não abusar. Ouvi-a falar em veterinário, o que me parece acertado pois ando com uma tosse esquisita (deve ser dos marlboros que ando a fumar).
Tenho que reconhecer que a janota não me chateia com festinhas nem palavras tontas. Deixa-me à solta, dá-me liberdade e não me impõe sujeitos chatos que aparecem na televisão. Amiguinha, corta-lhes o pio num instante e dá-me música barroca. No passado fim de semana tive que me sujeitar a écrans laranja e a discursos sobre unidade, união e unicidade. Só posso esperar que as coisas lhes corram bem, porque aquilo deve ser um pouco maçador no geral e também para os gatos em particular.
E desculpem vir aqui de novo com esta conversa fiada, mas desconfio que a patroa não tem nada a dizer...

Quarta-feira, Abril 14

Era mesmo bom, com este sol

Que os Dias da Música no CCB e os festejos dos 5 anos da Casa da Música (Porto) fossem transmitidos em écrans gigantes pelos jardins das cidades do meus país.
Infelizmente, só se vê isto com a treta do futebol...
Fotografia: Last Night of the Proms - The event was relayed to crowds in Hyde Park

Rossini: Kirye (Petite Messe Solennelle)

(...) "A literatura é sem dúvida o mais importante de tudo, porque sem a educação que ela dá não podemos nunca verdadeiramente imaginar o que é ser diferente de nós mesmos, quer dizer, percebemos com muita dificuldade o que é pensar de outra maneira. A pintura pode dar a mais perfeita ideia da beleza, ou, diferentemente, da estranha concretude das coisas - no limite, da existência. Mas a música, como vária filosofia não cessou, com razão, de insistir desde o século XIX, oferece-nos algo de diverso: uma passagem para o extra-mundano que, em certos casos, guarda intacta a suspeita das mais fortes asperezas mundanas. A Casa da Música criou hábitos e possibilidades, antes pouco existentes, e critérios novos e exigentes, para esta experiência. Melhorou muitas vidas. Aumentou, nestes tristes tempos, a atenção educada. Muito bem. " Paulo Tunhas no I sobre os 5 anos da Casa da Música

Terça-feira, Abril 13

Posters no FaceBook do Conservative Party These posters are going up on phone boxes across the country, but they also make for great Facebook pictures

Domingo, Abril 11

Sábado, Abril 10

Chopin Polonaise "Heroique"played by Arthur Rubinstein
Comemora-se este ano o 200º aniversário do nascimento de Chopin, Polaco por nascimento, e são muitos os eventos para celebrar esta efeméride .
Deixo a "Heróica" para a memória de Lech Kaczynski , um homem controverso mas patriota e corajoso.
No Blasfémias: Em memória de Anna Walentynowicz, uma heroína das greves de 1980 que deram origem ao Solidariedade e que também morreu nesta tragédia polaca.

Quinta-feira, Abril 8

Diário de uma gata enquanto blogger (2)

Meteram-me numa mala especial, montaram o estaminé numa cozinha desconhecida e deixaram-me entregue a uma familiar, a proprietária deste espaço amarelado, uma madura com boa vontade mas com pouco jeito.
Em bom rigor, confesso que lhe tenho feito a vida negra: fujo a quatro patas sempre que ela me quer passar a mão pelo pêlo e escondo-me nos cantos mais suspeitos. Até me chega a partir o coração quando a vejo a abrir a máquina da louça, empinada nas cadeiras ou espreitar por debaixo das camas, mas não posso ceder. Estou ali contra a minha vontade e não me há-de ver os dentes. De dia, ando à solta pela casa, encosto-me na cama, trepo pelo louceiro, como à vontade (a comida é boa) e durmo a sesta na caixa que veio da outra casa. Assim que a ouço, piro-me, desapareço para parte incerta, enquanto a madura anda em tristes figuras a chamar por mim. Parece que me chamo Zecky. Podia ser pior: ainda a ouvi tratar-me por Sissi, logo a mim, uma repúblicana de bigodes frondosos.
Descobri com satisfação que não gosta de pífaros, violinos nem vozes agudas e sei que sofre por não perceber nada de Brahms: é muito difícil, queixa-se com razão. Também se deve queixar de gente que vê na televisão, porque lhes corta logo o pio e a imagem (desconfio quem seja). Entretanto, já fumei cerca de uma dúzia de marlboros, o que não me faz nada bem.
E agora tenho que vos deixar. Vou preparar a estratégia para hoje, quando ouvir a porta abrir, uma verdadeira arte da fuga de fazer inveja a qualquer ilusionista, como aliás podem ver na fotografia que me tentou tirar:

Diário de uma gata enquanto blogger

Eu até estava bem. Tinha uma vivenda grande, um jardim à larga, escadaria para o fitness, casa quentinha e levava umas boas sonecas junto ao aquecimento central. Os meus donos eram gente amável que me tratavam como uma princesa. Durante uns tempos fui uma dondoca com boa comida e areia fresca, se bem que tivesse que a partilhar com outros gatos que chegaram antes de mim, um felina já idosa que não gostava de festas nem conversa, e um bichano um pouco graxista, sempre pronto a enroscar-se no colo dos donos a troco de carícias e falinhas mansas. Éramos, ao todo, três gatos e um cão, mas cada um tinha o seu espaço, como dizem os humanos. Conviviamos pacificamente com o canito, um cão de água baixote e barulhento, que se desfazia em saltinhos e lambidelas, à espera de algum pitéu. Sabia-a toda, o sonso, mas não nos enganava. Nem ele nem os gatos vadios que víamos da janela, à espera de comidinha da boa que mãos amigas lhe levavam diariamente, a fingirem-se desvalidos mas sempre de olho em nós. Não nos largavam a porta, os pulguentos, com quem os nossos donos gastavam para cima de um dinheirão. Como se vê, a minha vida foi uma boa vida, até ao dia em que fui dada para adopção. Já era demasiada bicharada, queixaram-se os meus donos, e foi assim que vim parar a este blog.
(cont.)

Nem sei que mais escreva

sobre o que se vai passando naquele jardim,
mas há quem vá olhando por (para) ele
Blog dos Amigos do Jardim do Príncipe Real (blog)

Quarta-feira, Abril 7

Bem sei que tenho andado arredada daqui, mas é o sono, caros leitores. É o sono à noite. É também uma inquilina nova que desaparece a toda à hora para se enroscar nos locais mais insólitos. Come, não come, ando pela casa a espreitar por debaixo dos sofás, das camas, em cima dos armários, dentro das máquinas, no frigorífico, e nada. Tira-me do sério, a minha Zecky (pus-lhe há pouco este nome e ela não reclamou), a minha gata adulta, que não se deixa agarrar nem ver. Dizem-me que é normal, que os bichanos são assim. Parecidos com os humanos, digo eu. Precisam de se habituar a um novo espaço, a cohabitar com um novo ser humano, ganhar confiança, sentirem-se acarinhados para, pouco a pouco, terem o seu canto no coração do outro e no sofá da sala.
Ando ralada com a minha Zecky, enroscada nalgum canto (porventura com cotão), assustadiça, receosa de aparecer, com o seu olho azul e pêlo branco.
Zecky, bichana, Zecky...

Segunda-feira, Abril 5

Un pasticciere trotzkista nella roma degli anni '50

che solo nel suo laboratorio tra le sue paste e le sue torte e' felice, e dimentica, e balla. Da 'Aprile' di Nanni Moretti.

Sábado, Abril 3

Da blogoesfera

Dois blogs novos e bem escritos: A douta ignorância e o Manual de maus costumes , com templates muito criativos, a uma distância jurássica dos primeiros blogspots de que tenho ideia.

Sim, Carla, é uma deixa para o teu Bomba Inteligente, o 1º blog que conheci escrito por uma mulher. Depois vieram mais, muitas mais; até eu achei que também podia ter um.

E aqui estamos, sete anos depois, com algumas histórias de blogs (ou será gente?) que agora nos fazem rir.

Com amizade,

Isabel

Sexta-feira, Abril 2

Sexta Feira - Paixão e Morte

Quinta-feira, Abril 1

Estamos de férias.
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