Terça-feira, Março 30
Segunda-feira, Março 29
Fotografia do Clube Jansenista, com uma selecta sala de fumo (M/F) para a qual tenho muito gosto em ser convidada.Domingo, Março 28
Linhas de Domingo
Sexta-feira, Março 26
Amanhã, que ganhe o melhor. Quinta-feira, Março 25
1973 - Fernando Tordo - Tourada
(...) Com bandarilhas de esperança afugentamos a fera estamos na praça da Primavera. Nós vamos pegar o mundo pelos cornos da desgraça e fazermos da tristeza graça. Entram velhas doidas e turistas entram excursões entram benefícios e cronistas entram aldrabões entram marialvas e coristas entram galifões de crista. Entram cavaleiros à garupa do seu heroísmo entra aquela música maluca do passodoblismo entra a aficionada e a caduca mais o snobismo e cismo... Entram empresários moralistas entram frustrações entram antiquários e fadistas e contradições e entra muito dólar muita gente que dá lucro as milhões. E diz o inteligente que acabaram asa canções
Se dizes inverdades, ponho-te pimenta na língua!
Quarta-feira, Março 24
Mulheres
Já lhe disse que ia escrever sobre a amizade, de como gostamos de falar do que nos alegra e do que nos apoquenta, das nossas fragilidades e de onde vamos retirando as nossas forças. Se encontrar duas mulheres aos Sábados, no sobe e desce do Chiado, podemos ser nós. Cheias de boas intenções, apalavramos a viagem de metro, mas na hora da verdade, foge-nos o pé e as mãos para as portas do carro e, sortudas, temos sempre um parquímetro à nossa espera numa das ruas nobres da zona. Bem sei que isto não passará de um mera banalidade, mas são momentos gratificantes na vida de duas mulheres, voluntariamente dispostas a serem mal atendidas numa das clássicas pastelarias da zona, felizes por calcorrear a calçada sem outras aspirações que não sejam montras, música, e conversa, muita conversa que não acaba nunca. É verdade que a felicidade não é nenhum direito ou dever, mas na nossas histórias acaba sempre por existir alguma ficção (nunca uma fixação) que levamos a sério. A nossa sorte é que inventamos muitas novelas e assim teremos sempre muitos chiados à nossa frente para calcorrear.
Somos perfeitas a viver a vida dos outros. Na nossa, somos um bocadinho parvas, mas quando toca à vida de terceiros, somos mesmo boas. No final de contas, a culpa não é de todo nossa. Foi-nos dada a vida errada; nas outras é que éramos fantásticas. Estamos na história trocada e, com outro plot, seríamos maravilhosas. Esta reincarnação não é a nossa praia. A chatice é que não podemos mudar de canal e, assim sendo, cá vamos nós de mãos a abanar ou com algum pequeno saco, pobretes mas alegretes. É vê-las Sábado à tarde, cheias de certezas que se desfazem ao virar da esquina, de promessas que se quebram com a mesma facilidade com que se fazem, em nome de pequenos nomes que fazem as nossas vidas. É assim que tem que ser até ao momento em que deixa de ser. Uma grande vida, é o que te desejo minha amiga. Para ti e para os pequenos nomes que te acompanham mesmo quando não estão.
Este Sábado às quinze e trinta? Um croissant e um sumo?
Terça-feira, Março 23
O folclore do nosso contentamento
Domingo, Março 21
Sábado, Março 20
Dias portugueses
Uma canção perfeita para o 1º dia de Primavera
Ella Fitzgerald - Spring Can Really Hang You Up The Most
Sob as colunas do Pátio da Galé
Enquanto em Mafra se desenrolava o 1º round das eleições do partido laranja, no fantástico Pátio da Galé à beira Tejo, iam desfilando modelos pernilongas e rapazes sisudos anunciando o próximo Outono-Inverno. Já lá vou às tendências mas antes, a minha crónica possível entre martinis rosatos e deliciosas travessas de sushi e queijo fundido com framboesas.
Devo confessar que os primeiros martinis rosados com gelo picado e sumo de morango tiveram um efeito assassinos em muito boa (e linda) gente; a cor e o açucar enganaram-nos bem enganados. No entanto, depois do segundo e terceiro dia, já se escolhiam os cocktails a preceito, sem danos colaterais nem sequelas entorpecedoras. Deixemos por uns tempos o assunto (e os martinis) em pousio até novo evento.
Tive de novo o meu momento "vip" devido a uma breve trocas de palavras com um conhecido director de um jornal satírico e, se virem bem alguma fotografia onde ele possa surgir, é possível vislumbrar uma nesga do meu vestido ou mesmo a ponta dos sapatos. Mas aquilo é outra praia onde eu não saberia nadar e o estilo mariposa é muito cansativo.
Para além dos estilistas que aqui deixei, os modelos apresentados pelo Nuno Baltazar e Pedro Pedro eram, na sua maioria, muito bonitos e, com uns centímetros (poucos) a mais dos lados e na altura, teria o maior gosto em enfiar-me nos fantásticos vestidos de lã e nos casacos de pele sintética que apresentaram. Em relação aos sapatos e botas, confesso total incompetência em movimentar-me nos mínimos olímpicos da mobilidade. Só quem não circula a pé na calçada portuguesa se poderá arriscar a tamanho desafio e, garanto a pés juntos que, neste empedrado, a expressão catwalk ganharia um novo sentido. Já quanto aos acessórios, depressa encontraria gavetas e armários disponíveis onde acomodaria os fantásticos óculos, sacos, colares e brincos que vi na passarela, mas o que conta é a beleza interior.
Para a próxima estação e assim o PEC o permita, preparemo-nos para os casacos compridos estruturados como vestidos e vestidos estrurados como casacos empridos, tudo com muitos zips, peles sintéticas, leggins (passo), sandálias abotinadas (?)(passo), brocados sintéticos, o preto, o branco, o cinza (para não variar), as cores pastel, as simetrias, as linhas depuradas, óculos e penteados tipo Jacqueline Kennedy.
Em situações de aperto, convém recordar que ainda não se paga por folhear revistas e teremos sempre a net para ver as outras vestidas com aquilo que deveria ser nosso. Seja como for, preparemo-nos para o pior, ou seja, entrar em repeat mode: vestir a roupa requentada dos anos anteriores.
E mais uma vez, obrigada à organização da Moda Lisboa, sempre muito profissional e gentil para comigo.
Sexta-feira, Março 19
Limpar Portugal do lixo dos portugueses
É já amanhã:
Limpar Portugal. Dia “L” 20 de Março de 2010
Vamos lá dobrar a cerviz por uma boa causa.
Quinta-feira, Março 18
400 anos depois
É traduzida para português de Portugal uma das obras mais importantes da história do pensamento ocidental: "Sidereus Nuncius - O Mensageiro das Estrelas", de Galileu Galilei publicado em Março de 1610, e lançado ontem na sessão de encerramento do Ano Internacional da Astronomia. "
É um livrinho", descreve Henrique Leitão, folheando as 30 folhas que constituem a primeira obra de Galileu. A edição portuguesa tem naturalmente mais folhas, pois trata-se de uma tradução, um estudo crítico e ainda uma nota de abertura de luxo, assinada por Sven Dupré, a maior sumidade mundial em matéria de telescópios de Galileu.
Mas, sendo "um livrinho", Henrique Leitão (o seu tradudor), não tem dúvidas em afirmar sobre este Mensageiro das Estrelas: "Foi feito para causar sensação. Está escrito como se de notícias rápidas se tratasse, quase em estilo jornalístico. Ele não se dirige às elites. Queria chegar às pessoas comuns. E queria chegar também a toda a Europa. Ele era um divulgador de ciência", diz o investigador, justificando a opção pelo latim. Nas obras seguintes, Galileu optará pelo italiano. "Para além disso, dedicando o livro ao grão-duque Cosme II de Medici, acaba por arranjar emprego, ele que era professor mas que não gostava de dar aulas, que queria dedicar-se à astronomia e à observação do Universo. Daí Sven Dupré dizer, na introdução, que este livro é 'uma candidatura a um emprego'." Quarta-feira, Março 17
Viver na cidade, cansa
Seguro a porta do elevador, fecho o portão indiferente a quem se aproxima, dou passagem, entro primeiro, entro em último, finjo que não vejo, sorrio, não sorrio, agradeço, dou a salvação, tenho tempo (empato), estou atrasada (corro), faz favor, obrigada, tantas decisões a tomar em poucos segundo e que podem destruir a reputação de um condómino (malcriad@) ou da directora da empresa do 8º piso (uma manienta). Vivem na cidade como no campo
Faça chuva ou faça sol, seja de dia ou de noite, por ruas e avenidas, vejo-os pela trela, a mando dos donos, que os vão controlando a contento dos dois. Ou não será bem assim, porque ganha o humano que puxa os cordelinhos, dando rédea curta ou larga, indiferente ao local, seja a calçada, o passeio, o jardim das crianças, um tronco de árvore ou pneu do carro. O norte e o sul
(Para o P.)
Segunda-feira, Março 15
Domingo, Março 14
Escolha de José Pedro Aguiar-Branco: Woody'n You de Dizzy Gillespie (Stan Getz) As músicas do PSD Oiça os estilos preferidos dos quatro candidatos
Do congresso: Criticar líderes passa a ser infracção grave 60 dias antes de actos eleitorais" Espero que tenham consciência do que acabam de aplaudir.
...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda)



