Domingo, Janeiro 31
Outro jardim
Entretanto, noutro jardim completamente esventrado e mal tratado, realizou-se uma visita guiada com o objectivo de dar a conhecer as características do jardim e as alterações que a Câmara Municipal de Lisboa está a implementar.
Recordam-se daquele cena do filme "A canção de Lisboa", quando Vasco Santana armado em veterinário perante as tias, diagnostica às girafas doença grave por terem manchas? É a percepção que tenho desta trapalhada em que as árvores do Príncipe Real andam enredadas. Já vi esta cena no Campo Pequeno e lá estão as "árvores palito" para quem as quer ver. Pobres Ficus macrophylla, Populus nigra e Cupressus lusitanica! também não lhes conhecia os nomes, mas fiquei a conhecer, o que para o caso não importa muito. O que eu também não poderia prever é que um dia iria escrever sobre jardins, e ando nisto.
Escrevo sobre o que ouvi e tenho lido, pois nada sei de Botânica, o que não significa que isso faça de mim uma cidadã desinteressada. O que me aborrece é que a natureza romântica do jardim ficará desvirtuada, que as sombras serão menores, logo o jardim ficará menos fresco, que a transparência irá aumentar assim como a barreira sonora, sem falar nas consequências para o solo e para o habitat natural. Sim, porque as árvores têm vida própria, comportamentos diferentes e condicionam a vida vegetal e animal à sua volta (espero não estar a dizer disparates).
Aborrece-me que se abatam árvores em nome do "alinhamento" e que sejam plantadas outras cuja desvastação no solo (árvores invasoras) é por todos conhecida. Certamente haveria outra forma, mais cordata, para resolver esta questão. O facto é que as árvores adoecem e morrem, mas aconselharia o bom senso um acompanhamento das mesmas caso a caso, retardando a doença e resolvendo a substituição por morte. Pobre jardim, com história malograda e funesta, de cuja sina não se consegue livrar!
Para além das árvores, ainda existe a questão do piso e do mobiliário urbano. Só posso esperar que prevaleça o bom senso e que o Jardim do Princípe Real não seja transformado no Terraço do Princípe Real.
No entanto, nem tudo é mau: gostei de ver o envolvimento dos moradores, alguns deles com filhos pequenos, e do interesse de muitos cidadãos que, num Domingo de manhã se dispuseram a ouvir falar da hitória e das maleitas do jardim. Gostaria de ter visto mais jovens, porque afinal o jardim será deles. Do que existia há uns meses atrás, só nos livros de olissipografia.
Sábado, Janeiro 30
Sexta-feira, Janeiro 29
Vias pombalinas
Início de um trajecto
Quinta-feira, Janeiro 28
Coisas daqui
Atrás da porta
Quarta-feira, Janeiro 27
"Siempre imaginé que el Paraíso sería algún tipo de biblioteca " Jorge Luis Borges
"Siempre imaginé que el Paraíso sería algún tipo de biblioteca" Jorge Luis Borges
"Siempre imaginé que el Paraíso sería algún tipo de biblioteca"
Jorge Luis Borges
"I have always imagined that Heaven would be some kind of Library."
From the beautiful blog Little Augury Allegro ma non troppo. Ainda se ouve o chilrear
Domingo, Janeiro 24
Da varanda
Imagens do blog Frognall Dibdin's Shelves: A Book Blog
Musings about old books, old customs, and old houses. By a Bostonian
Serve-se fria
A criatura era um fenómeno (para não lhe chamar outra coisa). Sortuda, diziam uns, espertalhaça, acusavam outras com certo desprezo, mas era daquelas pessoas a quem ninguém ficava indiferente. Também eu tinha as minhas razões de queixa, desde aquele dia (tempos de adolescência), em que ela, por cima de um elegante metro e sessenta, e com aquele ar irritante e presunçoso, insinuou com falsa tristeza que por ser baixa e rechonchuda, dificilmente o M. alguma vez olharia para mim.
Recordo-me dela assim, a miúda gira que ficava com os melhores e os mais pretendidos da turma (e da escola), quase sempre aqueles de quem gostávamos. Começou cedo a partir corações, os deles e os delas, chorosas e ofendidas por sentirem rejeitadas.
Sábado, Janeiro 23
Deixai vir a mim as criancinhas...
"Leise flehen meine Lieder" von Franz Schubert
Das Weisse Band - TRAILERSexta-feira, Janeiro 22
"E se..."
Quinta-feira, Janeiro 21
Um gosto
Quarta-feira, Janeiro 20
Terça-feira, Janeiro 19
No blog de design Style Court Bons exemplos, boas práticas
Pelo que leio, "Na prática, os alunos não podem copiar, simplesmente podem olhar para os testes dos colegas sem sofrerem punições por isso", o que está mal. No dia em que a intolerável barbaridade de não se poder copiar de pleno direito for definitivamente banida, aí sim, teremos um novo salto civilizacional. Até lá, os estudantes de Sevilha terão que se conformar com umas singelas olhadelas para os testes na vizinhança, mas a luta continua. Hoje em Sevilha, amanhã por essa Europa fora.
Domingo, Janeiro 17
Domingo à tarde
Terminou hoje a exposição de iluminuras no Museu da Presidência, com a mostra de cerca de 15 Livros de Horas, da Ilhas e Forais Novos. Esta exposição era parte da mostra "Alegrem-se os céus e a terra" composta também por escultura e pintura dos séculos XV a XVIII.Sábado, Janeiro 16
Embaraço de mulher em loja de lingerie acompanhada pela mãe (1)
Embaraço de mulher em loja de lingerie acompanhada pela mãe
Sexta-feira, Janeiro 15
No seu lugar
E quando os objectos fogem dos seus lugares? Mas como surgem ali, onde não nos recordamos de os lá ter colocado? Verificamos se a coisa ganhou asas, rodas ou patinhas, mas nada. Como terão chegado aqui a este sítio onde não era suposto virem pousar? Um papel, caneta ou caixa que aparece em gavetas que há muito não abrimos e eis que, inesperadamente, objectos esquecidos tornam-se indispensáveis, saudados, irreconhecíveis.
Nem sempre são boas surpresas. Algumas vezes achamos graça, tem a sua piada rever isto ou aquilo, recordação boas da sua fugaz existência. Mas também damos de caras com as que abrem feridas antigas (por algum motivo ali estavam), à espera de serem esquecidas. Não existindo impedimento para irem direitinhas ao lixo, não se percebe porque se deixam ficar na gaveta até nos esquecermos de que existem, ou até à próxima vez para voltarem a ser surpresa. Há sempre uma ou mais gavetas habitat natural de coisas inúteis, mas quase sempre com uma história ou à espera de uma (nova) oportunidade. São gavetas com memórias, como aquele novelo de linha branca, o bloco da batalha naval (há que anos!), um dado perdido, molhos de chaves ou botões de origem incerta. Até ao dia em que tudo há-de voltar a ser surpresa de novo. We outgrow love like other things And put it in the drawer, Till it an antique fashion shows Like costumes grandsires wore.
Emily Dickinson
Lista fundamental (anotada)
e sem desprezar o estilo preppy, o Simon Baker. Não precisa de sujar as unhas, perfurar jugulares, andar à catanada, ou analisar provas em microscópios sofisticados. É tudo uma questão de mente com aspecto asseadinho. Um moderno Sherlock.
Eu sabia que as propostas não eram pacíficas. Diz assim a Rita:
A Miss Pearls, uma das minhas bloggers do coração, deixou-me num dilema ao escolher Vincent Cassel. Um francês! Podemos confiar o futuro da Humanidade na França? Não me parece. Acaso a minha querida amiga não sabe que esse sotaque irritante é incompatível com a masculinidade? Mas a Miss Pearls tem toda a razão: "Não é qualquer um que se casa com a Monica Bellucci." Está tudo dito, então.
.
Como se não bastasse com um francês minorca, a Miss Pearls vai e recomenda o Simon Baker. Não sei. Tanta limpeza, tanto dente branco, tanta gracinha parece-me de pouco macho-macho, apesar de usar colete, o complemento mais masculino que existe.
Quinta-feira, Janeiro 14
E também aqui no meu blog,
Parabéns, camarada, amigo,cunhado. (...) Navegamos de vaga em vaga Năo soubemos de dor nem mágoa Pelas praias do mar nos vamos A procura de manhă clara ... Onde o vento cortou amarras Largaremos p'la noite fora Onde há sempre uma boa estrela Noite e dia ao romper da aurora Vira a proa minha galera Que a vitória já năo espera Fresca, brisa, moira encantada Vira a proa da minha barca
O meu café*
Entro num destes cafés com história, onde ainda se respira o ar do tempo de um passado não muito longínquo e imaginam-se os susurros das vozes que encontramos nos romances, nos quadros, nas caricaturas e na dramaturgia.
Não será difícil imaginar favores literários atribuídos entre três bicas, criaturas que faziam dos cafés os seus salões assim que deixavam os quartos alugados (Bocage, Batalha Reis, Pessoa, Rodrigues Miguéis), artistas falidos (Gomes Leal) que se contentavam com um bolinho e cinco cafés para esconder a fome do dia, tabaco cravado a qualquer um, outros que se instalavam nas esquinas encostados às paredes, fatos poídos voltados ao contrário, todos chiques com a sua bengalinha, de carteira vazia e a um canto, Stuart de Carvalhais a desenhar caricaturas a troco de dois brandies.
Madame, que deseja?
Fotografia: Cidade surpreendente Quarta-feira, Janeiro 13
Terça-feira, Janeiro 12
M.
Segunda-feira, Janeiro 11
Voltas da vida
Domingo, Janeiro 10
Cat on a Hot Tin Roof para um dia frio
(foto) Sem edição
Por aqui
Final de tarde
Sábado, Janeiro 9
Sexta-feira, Janeiro 8
Lugar 45
Revista Ler
Quinta-feira, Janeiro 7
Ortografia sem acordo
Não lhe conhecia a escrita, a letra, a pontuação ou a sintaxe. Foram anos a fio de garatujos feitos à pressa em cartões de visita profissionais, a acompanhar uma prenda em ocasiões especiais e era tudo o que conhecia escrito por ele, que eu hipocritamente elogiava para a ver feliz. Nem um post it na porta do frigorífico, nem um recadinho doméstico ou um aviso de encarregado de educação, coisas da vida em comum.Terça-feira, Janeiro 5
Um dia, este blog muda de cor e vive feliz para sempre
Montra (instalação) para a Casa Hermés feita pelo designer Japonês Tokujin Yoshioka: uma japonesa num monitor a soprar levemente um foulard Hermés
Segunda-feira, Janeiro 4
De perfil
Por vezes, surgem no contador deste blog, pesquisas no meu Profile (que já vai, aliás, em 17.000 visitas and counting). Creio que já aqui fiz este reparo, mas volto a repetir: em questões de estética, a iconografia maoísta não me assenta muito bem.
Domingo, Janeiro 3
Outras guerras
ARTHUR: Right! Keep me covered.
KNIGHT: What with?
ARTHUR: Just keep me covered.
TIM: Too late!
[chord]
ARTHUR: What?
TIM: There he is!
ARTHUR: Where?
TIM: There!
ARTHUR: What, behind the rabbit?
TIM: It is the rabbit!
ARTHUR: You silly sod! You got us all worked up!
TIM: Well, that's no ordinary rabbit. That's the most foul, cruel, and bad-tempered rodent you ever set eyes on.
ROBIN: You tit! I soiled my armor I was so scared!
TIM: Look, that rabbit's got a vicious streak a mile wide, it's a killer!
KNIGHT: Get stuffed!
"Monty Python and the Holy Grail"




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