Segunda-feira, Setembro 28

Não é preciso muito.

Casa das Histórias Paula Rego

Só posso dizer bem deste Museu e de uma fantástica manhã de Domingo.

Um vencedor na minha galeria

de notáveis. Pois é com muito gosto que dou os parabéns ao Barão Theodor von und zu Gutemberg, Ministro da Finanças da Sra Merkel.
Este Barão da Baviera, com lugar garantido nesta humilde casa, conhecido por admirar os AC/DC [não se pode ser perfeito], foi um dos trunfos eleitorais da Chanceler: "Nunca um político na Alemanha ganhou tanta popularidade em tão pouco tempo", comentava o diário Süddeutsche Zeitung.". "O barão com o cabelo cheio de gel e charme à moda antiga é talvez a única estrela política na Alemanha", comentou a revista Der Spiegel."
As alemãs e o alemães sabem o que é melhor para eles.

Quinta-feira, Setembro 24

Não, meus amigos. O mar não está nada flat.

Hoje

Debate entre os blogues Jamais e Simplex, às15h, no Anfiteatro 6 da Faculdade de Direito de Lisboa .
Do nosso lado participam André Abrantes Amaral, Paulo Marcelo e Rodrigo Adão da Fonseca.
Naturalmente, este é o meu lado, escrito a laranja.

Acordar assim

Há dias em que se acorda assim. Sem vistas para a modernidade, para a mundivisão e para as maroscas. Só as palavras de Oliveira Martins que fala de um nobre e valente guerreiro que "tinha em si o que levanta as montanhas. Tinha a fé e uma virtude imaculada. Uma esperança firme e um valor indomável".
Ganha vida cedo, a avenida numa manhã maravilhosa de Domingo (Não me falem da luz de Lisboa que poucos veêm, valha-me Deus). Ouvem-se concertinas de excursões que aproveitam o bom tempo, enquanto se instalam, à sombra das árvores, os vendedores de velharias em cima de bancos corridos. De traje aprumado, começam a chegar os fiéis para a Missa da manhã. Estão velhotes, os vizinhos.

THE COMMODORES-EASY-1977 That's why I'm easy I'm easy like Sunday morning I wanna be high, so high I wanna be free to know The things I do are right

Quarta-feira, Setembro 23

Pouca terra

Uma velha linha de comboio com uma paisagem de rocha e água num trajecto conhecido vezes sem fim. Mais seguro do que a estrada que mata os nossos e mais sensato que todas as pressas, desconfio que poucos o prezam. É pena. A velocidade e o betão tiraram-lhe a relevância de outrora, se bem que agora mais cómodo e mais rápido. Chega quase sempre a horas, o comboio da Linha da Beira-Baixa. Clientes antigos não esquecem os caprichos das velhas linhas que nos faziam parar junto a coisa nenhuma. Era estranha aquela escuridão e o silêncio das bermas. E o comboio da outra linha que nunca mais vinha dos apeadeiros e das pontes velhas sobre o Tejo. A gente queria chegar, na estação a família já esperava, mas as velhas máquinas tinham um tempo que não era o nosso.
Lembrei-me disso quando vi, no regresso, bandos de jovens de volta à capital. Podíamos ter sido nós há muito anos, mas sem computadores para ver filmes, sem música nos ouvidos ou telemóveis para comunicar. Curiosamente, já não carregavam os sacos pesados, cheios de tudo e roupa lavada. Outros tempos de menos fartura mas com os mesmos sonhos.
Atravesso a estação sem olhar. Detesto aquele lugar onde se sente, à partida e à chegada o vazio prematuro e inconcebível de tantas ausências.
São histórias de linhas de comboios que se confudem com a linha da vida.

Sexta-feira, Setembro 18

Parecem bandos...

É possível que eu ande a ver filmes a mais, mas creio estar em condições de garantir que a mosquitagem, hoje em dia, está praticamente imune aos métodos habituais de destruição. Dito de outra forma, o xeltox parece-lhe um figo e fogem dos repelentes eléctricos com as maiores acrobacias aéreas. Quanto ao velhinho mata-moscas, há muito que lhe conhecem o formato, sabem com o que contam e como lhe devem escapar.
Vistos aos microscópio é possível vê-los esfregar as antenas de contentamento com mais uma deliciosa bombada de Baygon, fortalecidos pelos choques eléctricos ou tonificados para abundantes e arrojadas horas de vôo.
São bichos velhos, que já resistiram a glaciares, dinaussauros, vulcões, pragas, guerras, à fúria dos homens e dos elementos. Têm já muitos séculos, tempo mais que suficiente aumentarem as competências dos sensores e para reagirem com eficiência aos estímulos visuais e de calor.
A gente vê a caixa com batatas, cebolas e alhos, culpabiliza a rua, a vizinhança, aumenta a dose de insecticida, e ainda lá andam eles, rentes aos nossos ouvidos, cruzando os ares em frente aos nossos olhos.
Zzzzzzzzzzz..
Não é trabalho para aprendizes.

Se Essa Rua Fosse Minha

Se essa rua Se essa rua fosse minha Eu mandava Eu mandava ladrilhar Com pedrinhas Com pedrinhas de brilhante Só pra ver Só pra ver meu bem passar Nessa rua Nessa rua tem um bosque Que se chama Que se chama solidão Dentro dele Dentro dele mora um anjo Que roubou Que roubou meu coração Se eu roubei Se eu roubei teu coração Tu roubaste Tu roubaste o meu também Se eu roubei Se eu roubei teu coração Foi porque Só porque te quero bem

Quarta-feira, Setembro 16

Simply Red - Sunrise

Sexta-feira, Setembro 11

"Woke up. got dressed & thought about every one of the 2970 who did the same 8 yrs ago. Let's have a tweet of silence to remember them all." Oprah no Twitter

Sexta-feira, Setembro 4

O fim das sobremesas - Nuno Costa Santos

Quinta-feira, Setembro 3

Na blogoesfera

Conto de Fuga da minha amiga Clara, o regresso do Pedro Mexia com a Lei Seca e a Rua Direita, onde residem apoiantes do CDS, todos naturalmente bem vindos ao meu blog.
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O último livro de Miguel Real, "A Ministra", referido no Almocreve das Petas. Há muito tempo que não lia um livro com tanto gosto.
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