Terça-feira, Maio 26
Segunda-feira, Maio 25
"Onde tudo é divino como convém ao real" *
Faz de conta. A Sarah Vaughn toca baixinho como convém nestes fins de tarde.
Quinta-feira, Maio 21
Passaporte europeu
Quem me lê, sabe que este blog é muita coisa menos um blog sobre política. Quem me conhece, sabe que a minha guerra é outra, luta antiga com quase com dez anos, sem tréguas nem pacificação.
Há muito que perdi o entusiamo pela política, ou melhor, pelos partidos ou, se quiserem, por muita gente que anda nos partidos e em particular no que sempre me revi. É curioso pensar que ainda sou de um tempo anterior aos pavilhões multi-usos, em que os comicíos fundacionais eram feitos em barracões de zinco, como os da minha cidade província e recordo-me como ouviamos aqueles homens e aquelas mulheres, em tempos de coragem, euforia e alegria.
Com a graça de Deus, esse tempo desapareceu e deu lugar a outro, mais cínico, apetecível e tantas vezes lucrativo, que repudio e me desilude.
Isto tudo a propósito do convite que me fizeram para escrever (ou tentar escrever) num blogue de apoio ao Paulo Rangel para as eleições europeias, ao qual acedi com gosto. Sublinho eleições europeias e Paulo Rangel porque é isso que me interessa de momento. Como referiu o Pedro Mexia na apresentação do livro "O estado do Estado", Rangel tem uma lucidez que lhe vem do estudo e não do entusiasmo. Isso agrada-me.
Mas agradou-me mais ainda quando o autor do livro referiu algo como: "Estão aqui pessoas que conheço, mas fico mais feliz por não conhecer muita gente que aqui está." Pareceu-me um bom sinal haver gente como eu, que ali estive sem o conhecer e saí tão anonimamente como entrei. Desejo-lhe boa sorte e espero dele a sensatez e a sobriedade que os tempos exigem.
Tenho portanto, aqui no meu blogue, um post sobre algo a que só vagamente lhe poderia chamar de política. Isso deve ser coisa que exige muita prática e, desgraçadamente, na maior parte das vezes, muita lata. Quarta-feira, Maio 20
E também assim
Segunda-feira, Maio 18
Café com posts
Sábado, Maio 16
Quinta-feira, Maio 14
Lindo serviço
Quarta-feira, Maio 13
Um post também a cores
Nunca fui ao Brasil. Não sei explicar muito bem, mas irritava-me a conversa dos sucos na praia, das massagens, das aventuras em águas azuis, das T shirts que referiam quase sempre os mesmos locais e da publicidade que anunciava o paraíso a preços módicos. Quanto mais me falavam dos areais a perder de vista, dos bikinis baratos e dos fantásticos resorts junto ao mar, mais eu fugia para o interior da Europa onde existiam palácios papais, cemitérios celtas ou locais de revoluções. Pouco me falavam das cidades onde os charters não chegavam. Os resorts eram o ínicio e final de uma semana de corpos quentes, corridas de buggies e postais ilustrados.
Há uns dias vi na televisão uma reportagem sobre a Madeira e Porto Santo, locais onde estive há muitos anos, agora praticamente irreconhecíveis. Fico espantada por me recordar de pormenores dessa viagem, dos locais por onde andei, do que comi e até do que bebi (muito). Lembro-me bem da simplicidade desses tempos sem as pressões do futuro, mas não me recordo daquele mar, ou melhor, da sensação naquela praia imensa. Custa-me não o ter guardado como quem guarda uma paisagem ou um especial momento de intimidade. A felicidade devia fazer dessas partidas. Domingo, Maio 10
Quinta-feira, Maio 7
Ricas vidas
Através da montra, espreitei para o interior da Cartier. Tinham um ar sério, as senhoras sentadas à frente de empregados elegantes e de muitas caixas abertas. O dinheiro tem um dress code muito especial.
(Eu sabia que isto andava perdido algures por aqui, entre posts e fotografias)
(...)"Ser é, acima de tudo, ter (corrigindo Marx, o melhor seria dizer: também é ter). Se eu for feio, burro ou tímido, o simples facto de ter dinheiro torna-me capaz de atrair mulheres bonitas, de parecer in- teligente, de me apresentar confiante e próspero aos olhos dos outros. O dinheiro transforma as insuficiências do seu portador em virtudes que ele não possui naturalmente. Por isso, acrescenta Marx, o dinheiro distorce as qualidades como elas na realidade são. Onde pensávamos que existia estupidez, infidelidade, mau gosto e fealdade, passamos a ver mérito, fidelidade, bom gosto e perfeição. (...)" Karl Marx tinha razão e os partidos sabem-no!por Pedro Lomba no jornal i
Agenda da boa vida
Já há muito tempo que não recordava aqui a agenda da boa vida. Provavelmente, por ser cada vez mais um bem muito escasso...
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Domingo, Maio 3
Sobe-e-desce numa tarde sol





